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Provocações e ataques entre Pimentel e Anastasia dominam debate ao governo de Minas na TV Alterosa

Lucas Simões | MG - 19/09/2018 - 08:43 | Atualizado: 19/09/2018 - 08:47

Os próximos debates na TV entre os candidatos ao governo de Minas estão marcados para acontecer em 29 de setembro (Record) e no dia 2 de outubro (Globo).


No segundo debate televisivo entre os candidatos ao governo de Minas, transmitido pela TV Alterosa, na noite desta terça-feira (18), a polarização entre Antonio Anastasia (PSDB) e Fernando Pimentel (PT), que lideram as pesquisas de intenção de voto, dominou as discussões, deixando em segundo plano as propostas de governo e até mesmo os embates entre os demais candidatos.

Para o debate da emissora mineira, foram convidados seis candidatos que têm representação de, no mínimo, cinco parlamentares no Congresso, conforme prevê a legislação eleitoral. Em Minas, são eles: Fernando Pimentel (PT), Antonio Anastasia (PSDB), Adalclever Lopes (MDB), Dirlene Marques (Psol), João Batista Mares (Rede) e Claudiney Dulim (Avante).

Primeiras acusações

O primeiro bloco do debate entre os candidatos ao governo de Minas foi marcado por ataques polarizados entre o governador Fernando Pimentel (PT) e o senador Antonio Anastasia (PSDB).

Logo na primeira rodada de perguntas, Pimentel foi questionado sobre o atraso de salários de cerca de 600 mil servidores públicos do Estado e sobre a diferenciação de pagamentos para a carreira da área da segurança, que recebe com antecedência, em relação às demais carreiras. “Estamos tomando providências para reduzir os prazos, de maneira que não haverá necessidade, no próximo mês, de três parcelas, apenas duas. Quanto à distinção das categorias, a área de segurança tem recebido um pouco antes da outras, por causa da prioridade dessa área. Mas,  85% dos salários são pagos na primeira parcela. Então, é o que é possível fazer”, disse o governador.

Convidado a comentar a resposta do adversário, Anastasia provocou o petista ao dizer que “a situação é dramática, sendo, na realidade, um desrespeito, porque a escala (de pagamentos) publicada muitas vezes não é cumprida”. Em resposta, Pimentel elevou o tom e associou a gestão de Anastasia às políticas do governo de Michel Temer (MDB) e ao padrinho político, Aécio Neves (PSDB), de quem Anastasia tem se esforçado para se descolar nesta campanha.

“É impressionante como o candidato Anastasia omite o fato de que o responsável pelos rombos nas contas foi o governo dele e de seu padrinho, Aécio Neves (PSDB). Eles produziram um déficit de R$ 7 bilhões no primeiro ano do meu mandato. Esse déficit, infelizmente, foi mantido porque, como eu disse, houve um golpe de estado. E Anastasia participou de forma muito ativa do golpe de Estado, apoiando o governo Temer”, disse Pimentel.

Tentando se firmar como terceira via, ao mesmo tempo em que correm boatos de uma possível desistência de sua candidatura, Adalclever Lopes (MDB) foi provocado sobre sua virada política neste ano, ao acatar pedido de impeachment contra o governador Pimentel, aliado do emedebista desde 2016. “Nós fizemos uma composição com o governador Fernando Pimentel, não fizemos uma fusão. Nós estamos com projeto que achamos diferente do governador Pimentel”, amenizou Adalclever.

Em resposta, Pimentel chegou a sinalizar um possível apoio do MDB ao PT, em eventual segundo turno com a presença do candidato petista. “Não tenho nenhum reparo a fazer ao deputado Adalclever como presidente da ALMG, tivemos um bom relacionamento, andou bem enquanto tivemos juntos. Depois, o MDB tomou outra posição, mas continuamos militando no mesmo campo democrático-popular. No segundo turno, quem sabe, podemos estar juntos”, disse o governador.

Perguntas diretas, ataques mais intensos

No segundo bloco, composto por perguntas feitas entre os candidatos e definidas através de sorteio, os ataques entre Pimentel e Anastasia se intensificaram, deixando em segundo plano as propostas de governo e os embates entre os demais candidatos.  

Pimentel foi o primeiro sorteado e atacou diretamente Anastasia, afirmando que o tucano não teria cumprido os investimentos mínimos previstos na Constituição nas áreas de Saúde (12%) e Educação (15%), durante sua gestão à frente do Estado, entre 2010 e 2014. “O candidato operou o governo do Aécio por oito anos, operou o próprio governo por quatro anos, e não cumpriu os mínimos constitucionais”, disse Pimentel.

Em resposta, Anastasia devolveu as críticas, fazendo alusão ao atraso de repasse aos municípios, que somam R$ 8 bilhões até setembro. “O candidato Pimentel insiste em teses inverídicas. As pessoas conhecem os candidatos porque comparam. Onde estão os atrasos? Perguntem aos prefeitos o que aconteceu no meu período, pergunte sobre a perfeita regularidade de todos os serviços públicos”, disse Anastasia.

Todos contra Pimentel e Anastasia

No terceiro bloco, novamente com perguntas entre os candidatos, Adalclever Lopes e Dirlene Marques aproveitaram brechas para colocar na berlinda as gestões de Pimentel e Anastasia. O emedebista criticou o senador tucano, alegando que Anastasia não teria cumprido o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) durante sua gestão. Além disso, acusou o tucano de “receber professores sempre com a tropa de choque”. 

Em resposta, Anastasia deixou a cordialidade de lado e atacou diretamente o presidente da ALMG. “Isso não é uma realidade, você sabe muito bem. Na verdade, o presidente da Assembleia que se recusou a receber prefeitos foi o senhor. Os professores, no meu período, foram muito bem tratados”, alfinetou Anastasia.

A candidata do PSOL escolheu Pimentel para sua pergunta, acusando o governador de ter “feito pouco” em relação ao desabamento da barragem de Fundão, em Mariana, em 2015, que deixou 19 pessoas mortas. Segundo a candidata, o governador teria “ficado ao lado da empresa (Samarco)”, ao ter dado uma entrevista coletiva na sede da companhia, logo após o desabamento da barragem. 

“Fui ao local do acidente várias vezes e dei uma entrevista coletiva na Samarco. Por que isso? Por que a força tarefa montada estava localizada lá, porque é onde tinham as melhores condições e aparato técnico”, justificou Pimentel.

No quatro e último bloco, os candidatos fizeram suas considerações finais e defenderam os motivos para que os eleitores fossem mercedores de seus votos.

Fonte: Jornal Hoje em Dia




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