Com país dividido, brasileiros vão às urnas escolher futuro presidente

O VIGILANTE ONLINE | Eleições 2018 - 28/10/2018 - 09:52 | Atualizado: 28/10/2018 - 14:23

Treze estados e o DF têm eleição de governador. Veja os candidatos.


Votação começa em todo o país - Marcelo Camargo/Agência Brasil

Votação começa em todo o país - Marcelo Camargo/Agência Brasil

Divididos entre bolsonaristas e petistas, os brasileiros vão às urnas neste domingo (28) para escolher o presidente da República que assumirá o comando da nação a partir de 1º de janeiro de 2019. Estão aptos a votar 147.306.275 eleitores residentes no país e no exterior. Desse total, 77.339.897 são mulheres (52,5%) e 69.902.977 são homens (47,45%).

Neste ano, 6.280 eleitores solicitaram a inclusão do nome social no título e no caderno de votação. O nome social é a identificação declarada por transexuais e travestis, opção reconhecida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em março deste ano.

A realização do segundo turno de votação mobiliza cerca de 2 milhões de pessoas. Esse contingente inclui 15,4 mil servidores da Justiça Eleitoral, 2.645 juízes eleitorais, 378 desembargadores (incluindo os substitutos) e de 14 ministros do TSE (incluindo os substitutos). Estarão à disposição da Justiça Eleitoral, no Brasil e no exterior, 1.817.996 mesários.

Para votar, é necessário apresentar um documento oficial com foto, como carteira de Identidade, de Trabalho, Nacional de Habilitação, Certificado de Teservista, Documento Nacional de Identidade (DNI) ou passaporte. Certidões de nascimento e de casamento não valem como prova de identidade na hora de votar.

Eleitores que fizeram o cadastramento biométrico podem apresentar somente o e-Título, por substituir o documento oficial com foto. O aplicativo de celular da Justiça Eleitoral pode ser baixado gratuitamente e está disponível para IOS e Android.

Leia também
Veja quem são os candidatos da região eleitos para Câmara dos Deputados e Assembléia de Minas

Treze estados e o DF têm eleição de governador; veja os candidatos

Os eleitores de 13 estados e do Distrito Federal irão às urnas, neste domingo (28), votar para governador, além de escolher o futuro presidente da República. Entre os candidatos a governador disputando o segundo turno, há somente uma mulher: a senadora Fátima Bezerra (PT), no Rio Grande do Norte. A petista concorre com Carlos Eduardo (PDT). Embora tenham sido registradas 30 candidaturas de mulheres aos governos estaduais, nenhuma foi eleita no primeiro turno, e apenas Fátima Bezerra chegou ao segundo turno.

A senadora é também a única candidata do PT no segundo turno. O partido elegeu três governadores no primeiro turno: Camilo Santana (CE), Paulo Câmara (BA) e Wellington Dias (PI), além de aliados como Flávio Dino (PCdoB-MA) e Renan Filho (MDB-AL).

Apoio

O partido do presidenciável Jair Bolsonaro, o PSL, tem três concorrentes no segundo turno das eleições estaduais: Coronel Marcos Rocha (RO), Antônio Denarium (RR) e Comandante Moisés (SC). Isso sem contar os candidatos de outras legendas que declararam apoio a Bolsonaro, como José Ivo Sartori (MDB-RS), Eduardo Leite (PSDB-RS), João Doria (PSDB-SP), Reinaldo Azambuja (PSDB-MS) e Amazonino Mendes (PDT-AM).

Mesmo com a derrota do tucano Geraldo Alckmin na corrida presidencial, o PSDB é o partido com maior número de candidatos a governador no segundo turno. São seis: além de Doria, Leite e Azambuja, Antônio Anastasia (MG), José de Anchieta (RR) e Expedito Júnior (RO). No primeiro turno, o partido não elegeu governador. 

Três candidatos do PSB foram eleitos no primeiro turno: Paulo Câmara (PE), Renato Casagrande (ES) e João Azevêdo (PB). Agora há mais quatro concorrendo: Rodrigo Rollemberg (DF), Marcio França (SP), João Capiberibe (AP) e Valadares Filho (SE).

Veja os candidatos a governador no segundo turno:


Minas Gerais
Romeu Zema (Novo)
Na primeira eleição que disputa, o empresário mineiro conquistou 42,73% dos votos no primeiro turno. Foi filiado ao PR de dezembro de 1999 a janeiro de 2018, quando aderiu ao partido Novo, para concorrer a governador de Minas Gerais. Por quase 30 anos, o candidato foi presidente do Grupo Zema, criado por sua família e que atua nas áreas de venda de automóveis e autopeças, postos de gasolina, moda, eletrodomésticos, eletrônicos, consórcio e finanças.

Antonio Anastasia (PSDB)
O senador tucano, que foi vice-governador e governador de Minas Gerais, ficou com 29,06% dos votos no primeiro turno. Sucessor de Aécio Neves no governo mineiro, em 2010, Anastasia foi reeleito no primeiro turno, com 6,2 milhões de votos (62,7%). Em abril de 2014, deixou o cargo para concorrer ao Senado e coordenar o programa de governo de Aécio Neves, derrotado pela petista Dilma Rousseff. Mestre em Direito Administrativo, é professor da Universidade Federal de Minas Gerais.

Amapá
Waldez Góes (PDT)
Atual governador do Amapá, teve 33,55% dos votos válidos no primeiro turno. Ex-deputado estadual, já foi governador do Amapá por duas vezes. Em 2010, logo depois de deixar o cargo para concorrer ao Senado, foi preso pela Polícia Federal, acusado de desviar recursos públicos. No ano passado, foi inocentado pelo Superior Tribunal de Justiça, que entendeu não haver provas suficientes contra ele. Natural de Gurupá, tem 57 anos.

João Capiberibe (PSB)
Senador pelo Amapá, Capiberibe ficou com 30,10% dos votos no primeiro turno. Já foi prefeito de Macapá e governador do estado. Em 2002, Capiberibe e a mulher Janete foram acusados de comprar votos por R$ 26, em um processo movido pelo PMDB (hoje MDB). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou os mandatos dos dois em 2005. Em 2010, foi eleito para o Senado, mas só conseguiu tomar posse após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Amazonas
Wilson Lima (PSC)
No primeiro turno, o candidato do PSC surpreendeu e ficou à frente do atual governador Amazonino Mendes (PDT) e do ex-governador Omar Aziz (PSD). Teve 33,73% dos votos. Lima é jornalista e apresentador de televisão. Até junho deste ano, comandava o programa popular Alô Amazonas, na TV A Crítica de Manaus. Era filiado ao PR, mas deixou o partido quando este se aliou ao MDB do senador Eduardo Braga, ex-ministro de Minas e Energia.

Amazonino Mendes (PDT)
É o atual governador do Amazonas, cumprindo um mandato-tampão, após a cassação de José Melo, por abuso de poder econômico. Neste ano, Mendes ficou em segundo lugar no primeiro turno, com 32,74%. O pedetista tenta o quinto mandato de governador. Ele já foi duas vezes prefeito de Manaus. Entre 1991 e 1992, Mendes ocupou uma cadeira no Senado, mas deixou o mandato para disputar as eleições municipais.

Distrito Federal
Ibaneis Rocha (MDB)
Conquistou 41,97% dos votos no primeiro turno. Ibaneis foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional do Distrito Federal. Ele construiu sua carreira defendendo servidores públicos, nas áreas trabalhista e previdenciária. Tornou-se conhecido ao defender um dos jovens condenados por atear fogo no índio Galdino, que dormia em uma parada de ônibus, em Brasília, em abril de 1997. É acusado de superfaturar honorários em ação da prefeitura de Jacobina (BA).

Rodrigo Rollemberg (PSB)
Atual governador do Distrito Federal, Rollemberg teve 13,94% dos votos no primeiro turno. Nascido no Rio de Janeiro, com menos de um ano de idade, chegou a Brasília, onde construiu sua carreira política. Filiado ao PSB desde 1985, Rollemberg foi deputado distrital, federal e senador. Foi eleito governador em uma aliança que incluía o PSD e o PDT. Ano passado, os dois partidos romperam com o governador, que enfrenta alto índice de rejeição.

Mato Grosso do Sul
Reinaldo Azambuja (PSDB)
Candidato à reeleição, Azambuja teve 44,61% dos votos no primeiro turno. Começou sua carreira política como prefeito de Maracaju, por dois mandatos consecutivos. Antes de chegar ao governo do estado, nas eleições de 2014, elegeu-se deputado estadual e federal. O governador foi citado na delação do empresário Wesley Batista, da JBS. Ele teria recebido R$ 45,6 milhões em propina, denúncia que está sob investigação no Superior Tribunal de Justiça.

Juiz Odilon (PDT)
Estreante em eleições, o juiz federal aposentado conseguiu 31,62% dos votos no primeiro turno. Pernambucano, migrou com a família para o Mato Grosso em 1953, fugindo da seca. Como juiz federal, atuou no combate ao narcotráfico na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, condenando chefes do crime organizado. Até hoje vive sob proteção policial, pois teve a cabeça oferecida a prêmio pelo narcotráfico. Seu trabalho inspirou o filme Em Nome da Lei, do diretor Sérgio Rezende.

Pará
Helder Barbalho (MDB)
O candidato ficou com 47,69% dos votos no primeiro turno. Filho do senador Jader Barbalho e da deputada Elcione, Helder foi ministro dos Portos e da Integração Nacional. Foi vereador e prefeito de Ananindeua, cidade da região metropolitana de Belém. Helder foi citado nas delações da Odebrecht: teria recebido irregularmente R$ 1,5 milhão da empreiteira para a campanha de 2014, quando concorreu a governador do Pará pela primeira vez.

Marcio Miranda (DEM)
Miranda teve 30,21% dos votos no primeiro turno. Disputa o governo do estado pela primeira vez, mas cumpre o quarto mandato de deputado estadual. É o atual presidente da Assembleia Legislativa do Pará, cargo que ocupa pela terceira vez. Construiu sua carreira política em Castanhal, cidade da região metropolitana de Belém, onde atua como médico. Antes de entrar no DEM, já foi filiado ao PSDB e ao PDT. Mineiro de Pavão, Miranda é capitão reformado da Polícia Militar do Pará.

Rio de Janeiro
Wilson Witzel (PSC)
Teve 41,28% dos votos no primeiro turno. Juiz federal durante 17 anos, Witzel disputa sua primeira eleição. No início do ano, após pedir exoneração da Justiça Federal, filiou-se ao PSC para concorrer a governador do Rio de Janeiro. Como juiz atuou em varas cíveis e criminais, no Rio de Janeiro e em Vitória. Natural de Jundiaí (SP), Witzel formou-se em Direito pela Universidade Federal Fluminense. É professor de Direito Penal Econômico há 20 anos.

Eduardo Paes (DEM)
O candidato do DEM teve 19,56% dos votos no primeiro turno. Paes fez parte da Juventude Cesar Maia, que o lançou na carreira política, como subprefeito da Barra da Tijuca e Jacarepaguá. Foi vereador no Rio de Janeiro e duas vezes deputado federal. Em 2008, foi eleito prefeito do Rio de Janeiro, reeleito em 2012. Na sua trajetória política, foi filiado ao PV, PFL (hoje DEM), PTB, PSDB e PMDB (hoje MDB). Foi aliado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-governador Sérgio Cabral, ambos presos. Seu ex-secretário de Obras está em prisão domiciliar por condenação na Lava Jato. 

Rio Grande do Norte
Fátima Bezerra (PT)
Única mulher na disputa, a petista teve 46,17% dos votos no primeiro turno. Senadora com mandato até 2023, Fátima Bezerra foi eleita duas vezes deputada estadual e três vezes deputada federal. Natural da Paraíba, é pedagoga, formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Construiu sua carreira nas redes públicas de educação de Natal e do Rio Grande do Norte. Atua na área de direitos humanos, meio ambiente e na defesa dos direitos dos trabalhadores e das mulheres.

Carlos Eduardo (PDT)
Conquistou 32,45% dos votos no primeiro turno. Filho do ex-prefeito Agnelo Alves, cassado pela ditadura militar, foi deputado estadual e quatro vezes prefeito de Natal. Pertence a uma tradicional família de políticos do Rio Grande do Norte: é sobrinho do ex-ministro Aluísio Alves e primo do senador Garibaldi Alves Filho e do ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves, denunciado na operação Lava Jato, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Renunciou à prefeitura de Natal para concorrer a governador.

Rio Grande do Sul
Eduardo Leite (PSDB)
O candidato tucano teve 35,90% dos votos no primeiro turno. Com um discurso de renovação na política, foi eleito em 2012 o mais jovem prefeito de Pelotas, onde também exerceu o mandato de vereador. Nas eleições municipais de 2016, decidiu não concorrer à reeleição e lançou a candidatura de sua vice. Ao concluir o mandato de prefeito, foi para o exterior estudar, mas voltou ao país para assumir a presidência estadual do PSDB, quando passou a percorrer o estado e fazer reuniões.

José Ivo Sartori (MDB)
O atual governador do Rio Grande do Sul teve 31,11% dos votos no primeiro turno. Iniciou sua carreira política no movimento estudantil e desde 1976 vem acumulando cargos eletivos, sempre pelo MDB (antigo PMDB), ao qual é filiado desde 1974. Foi vereador e prefeito de Caxias do Sul. Exerceu cinco mandatos consecutivos de deputado estadual e chegou à presidência da Assembleia Legislativa. Foi deputado federal, mas renunciou na metade do mandato para assumir a prefeitura de Caxias do Sul.

Fonte: Agência Brasil




Os comentários são de responsabilidade dos seus autores e não representam a opinião do Jornal O Vigilante Online, que reserva-se o direito de excluir postagens ofensivas, injúrias, xingamentos, ameaças e agressões a quaisquer pessoas.

Logo O Vigilante
Jornal O VIGILANTE ONLINE | HC&P - Copyright © 2009-2019 | Este material não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem autorização
Criado e Desenvolvido por Criado e Desenvolvido por HPMAIS