Número de mortos chega a 193 em Brumadinho; outras 115 pessoas continuam desaparecidas

O VIGILANTE ONLINE | MG - 07/03/2019 - 21:00 | Atualizado: 07/03/2019 - 22:19

Chegou a 193 o número de mortos já identificados vítimas do rompimento da barragem B1, na Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O número foi atualizado na noite desta quinta-feira (7) pelo Corpo de Bombeiros, que informou que as identificações aconteceram a partir de 241 recuperações de corpos e seguimentos corpóreos. 

Agora, o número de pessoas desaparecidas na tragédia é de 115. Existem ainda 162 corpos ou segmentos de corpos aguardando identificação no Instituto Médico Legal (IML). "Mais uma vez relembrando que esses casos podem se referir a pessoas que já foram identificadas ou mais de um caso corresponder a uma mesma pessoa", precisa a corporação. 

Até o momento, já foram recuperados um total de 403 corpos ou segmentos corpóreos pelos bombeiros. Ainda segundo a corporação, novos detalhes sobre os desaparecidos e óbitos deverão ser divulgados em breve pela Defesa Civil.


Efetivo

Ao todo, 138 bombeiros militares estavam atuado nesta quinta-feira na área do rompimento da barragem de Brumadinho. Foram realizadas buscas na área drenada da usina de Instalação de Tratamento de Minério (ITM), buscas a pé e buscas com cães.
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Também foram utilizados seis drones, seis cães e 70 máquinas pesadas, distribuídas em 21 frentes de trabalhos.

Vítimas da tragédia de Brumadinho protestam durante audiência de conciliação em BH

As vítimas do rompimento protestaram nesta quinta em frente ao prédio do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), na avenida Raja Gabáglia, região Centro-Sul de Belo Horizonte, onde aconteceu a quinta audiência de conciliação com representantes da mineradora Vale. Eles cobraram ações da mineradora na reparação dos danos.

Realizado na 6ª Vara da Fazenda Estadual, o encontro começou no início da tarde. Na ocasião, ficaram definidos:

• Auxílios emergenciais para ressarcimento de prejuízos de todos os moradores de Brumadinho e dos atingidos até um quilômetro do leito do Rio Paraopeba até a cidade de Pompéu, na represa de Retiro Baixo.
Salário mínimo mensal para cada atingido adulto, pelo período de um ano. Medida a ser cumprida imediatamente.  

• Meio salário para cada adolescente e um 1/4 do salário mínimo para cada criança. A intenção é cobrir as necessidades essenciais dos moradores, a contar da data do rompimento da barragem.

• Contratação de uma assessoria técnica independente para calcular os prejuízos e também contribuir no auxílio jurídico aos atingidos. Para fazer esse trabalho será escolhida uma instituição, mediante publicação de um termo de referência e edital pelos Ministérios Públicos e Defensorias. Os custos da contratação dessa assessoria técnica deverão ser pagos pela mineradora.

• Ressarcimento, mediante comprovação, de todos os gastos que o Estado teve após o rompimento da barragem da Mina do Feijão.

De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em audiências realizadas desde a tragédia, já foi autorizado o levantamento de R$ 13.447.891,50, para ressarcimento das despesas que o Estado de Minas Gerais teve com os serviços emergenciais. Esse valor foi retirado do montante de R$ 1 bilhão bloqueado da empresa no processo com pedido de tutela antecipada na Justiça.

Fonte: Jornal Hoje em Dia




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