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Coluna do Orlando Macedo | Leopoldina 4.0

Por Orlando Macedo | Artigo - 31/03/2019 - 17:01 | Atualizado: 03/06/2019 - 23:54

Por Orlando Macedo
Para o leitor que não sabe, o conceito de Indústria 4.0 se refere ao anúncio de uma próxima Revolução Industrial, a quarta, onde se busca a unificação do mundo físico, digital e biológico. Tem como seus principais conceitos a operação descentralizada e a tomada de decisão baseada em dados em tempo real analisados por homens e máquinas.

Longe de parecer um conceito de ficção científica a muitos anos-luz de nossa pacata cidade, a Indústria 4.0 pode ser o elemento chave para a sobrevivência da indústria local em um cenário que se desenha a curto prazo.

Mas o que falta é um pouco mais complexo: unir a capacitação de nossos jovens a sêniores com mais visão sistêmica. Isso pode ser observado no estudo de Tim Kastelle, da UniversityofQueensland Business School.

Em seu estudo ele forma em uma empresa times só de sêniores e uma turma de juniores. Apesar da turma mais jovem ter desenvolvido mais soluções inovadoras, ao serem perguntados, os seniores se viam muito mais inovadores do que os juniores.



Vejo este fato sob a seguinte ótica: a revolução tecnológica foi tão grande que não houve tempo de ensinarmos a nossos filhos quão maravilhoso é o mundo de hoje. Eles fazem coisas fantásticas e nos olham perguntando porque não havíamos feito antes. Como dizer que não podíamos? Como dizer que fiz uma faculdade inteira de engenharia sem celular? Que assisti uma copa inteira em uma TV preto e branco? Aliás, provavelmente os filhos deles não saberão o que é TV.

Ao mesmo tempo nos encantamos com pouco. Um app de bússola! Um app de tradução! Tudo é fantástico. E isso explica a diferença de visão.

E como se encaixa Leopoldina nessa área? Sem dúvida, temos o que precisa: temos 6 empresas de porte, nível nacional, portanto, temos demanda. Temos um CEFET, contando inclusive com a pós-graduação de Internet das coisas, um dos requisitos fundamentais para o programa de Indústria 4.0.

O que falta é acendermos nesses jovens a chama do encantamento com as coisas, trazer a tona neles a vontade de mudar, e mudar significa fazer com impacto na sociedade, na indústria, no comércio.

Não posso dizer que todos estão parados. O trabalho da Sol e Neve na área, a Encautech do Rodrigo Sales, a Coopleste, do Pedro Augusto, eles já viram isso.

Mas ainda não contaminamos a cidade. A brasa existe, mas temos que incendiar a cidade. Trazer o CEFET para nossa a comunidade não é só necessidade. É obrigação.




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