Museu Itinerante da Escravidão está em Leopoldina no Colégio Imaculada Conceição

Por Júlio Cesar Martins | Cultura - 29/05/2019 - 14:33 | Atualizado: 06/06/2019 - 23:28

Apresentações tiveram início nesta quarta (29) e acontecerão na quinta em 4 horários: 08h00, 10h15, 13h00 e 15h30.




Fotos: Júlio Cesar/O Vigilante Online    

Leopoldina recebe pela primeira vez nesta quarta (29) e na quinta-feira (30) a visita do Museu Itinerante da Escravidão, um projeto independente, que percorre a região Sudeste levando uma exposição de peças que contam a história da escravidão, para que os alunos entendam o processo de utilização daquelas peças, além de informar em qual período da história elas foram utilizadas. 

O Museu Itinerante percorre toda a região Sudeste do país, especialmente Minas Gerais, onde foi concebido na cidade de Belo Horizonte pelo seu idealizador, o turismólogo Luis Alfredo Marques Cajazeiro (foto abaixo), que conversou com a reportagem do Jornal O Vigilante Online. 


De acordo com Luis Cajazeiro, a ideia do museu itinerante surgiu em 2016. Formado em turismo, pesquisador de história brasileira e africana, Luis conta que trabalha com educação desde 1997, levando alunos para conhecerem a história do país visitando Ouro Preto, Tiradentes, Petrópolis, dentre outras cidades. 

O pesquisador revela que já tinha um acervo montado a partir de suas viagens, e é um colecionador de objetos antigos. “A ideia era montar um museu em Belo Horizonte ou Betim, onde temos espaço disponível pra isso, porém eu fiquei mais sensibilizado em levar o projeto de forma itinerante para que ele pudesse atingir cidades onde seria mais difícil ter acesso a este conteúdo”, explicou Luis Alfredo. 


Quem assiste as apresentações do Museu Itinerante da Escravidão, em média com 01h40 de duração para cada turma, tem a oportunidade de travar conhecimento com a valorização do patrimônio, fontes históricas, escravidão, cultura negra, temas sociais, entre outros, de maneira participativa. 

Segundo Luis Alfredo, cerca de 30 mil alunos, além de professores e coordenadores de escolas em mais ou menos 50 cidades de Minas Gerais já visitaram o Museu Itinerante da Escravidão desde que foi lançado. “Em Minas Gerais só não estivemos ainda no Norte e no Jequitinhonha. Já percorremos os estados do Espírito Santo, boa parte de São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás”, destaca Cajazeiro, enfatizando que esta é a primeira vez que está em Leopoldina. 


O Museu Itinerante da Escravidão é procurado por escolas e como é um projeto privado, tem custo. “Algumas escolas têm interesse em nos levar, mas o custo dificulta um pouco”, admite Luis Alfredo. 

Conceição Aparecida Zambrano Brito de Oliveira (foto abaixo), diretora do Colégio Imaculada Conceição, instituição de ensino responsável pela vinda do projeto a Leopoldina, esclarece que a iniciativa está aberta a outras instituições de ensino de Leopoldina e região. “Nós tomamos conhecimento do Museu Itinerante através da professora Virgínia Cabral que é nossa professora de história e daí nós entramos em contato com eles e tivemos uma receptividade muito grande e hoje eles estão aqui. Nós enviamos a todas as escolas da rede pública e da rede particular da cidade o convite para que participem com a gente. Por ser uma iniciativa privada, é cobrado o valor de R$ 8,00 reais”, esclareceu a diretora, acrescentando que as escolas públicas que tiverem interesse e os alunos não tiverem condição o Colégio Imaculada Conceição, através de cada professor do Colégio um aluno será ‘adotado’, então cada um de nós proporcionará a vinda desse aluno pagando pra ele a entrada de R$ 8,00 reais, o que para muitas pessoas pode ser difícil em função das condições financeiras de cada um”, afirmou. 

Conceição Zambrano, diretora do Colégio Imaculada Conceição ao lado do o turismólogo Luis Alfredo Marques Cajazeiro.     

Conceição Zambrano declarou que o Colégio Imaculada Conceição entende que tudo aquilo que é importante para o enriquecimento cultural e acadêmico “nós temos que abrir em Leopoldina a todas as entidades, a todas as escolas, a todos os alunos, que não têm a oportunidade de visitar um museu, de conhecer de uma forma tão explicada, tão bem conduzida como o que vamos realizar aqui com este projeto. A nossa intenção é realmente trazer para Leopoldina, para os alunos, para a formação acadêmica e cultural desses jovens, dessas crianças, um espaço de enriquecimento e isso é pra toda vida. É um projeto muito interessante do Colégio de buscar alternativas e inovações para que a gente faça acontecer na nossa cidade o que muitos dos nossos alunos, alunos de outras escolas não têm oportunidade de conhecer. Sejam todos bem vindos. Esperamos um público bem bacana para prestigiar um evento como esse”, concluiu a diretora. 

As escolas interessadas em assistir as apresentações do Museu Itinerante da Escravidão podem entrar em contato pessoalmente na Secretaria do Colégio Imaculada Conceição ou pelo telefone 3449-2500 ramais 214 ou 230. 

As apresentações acontecem nesta quarta (29) e quinta (30), às 08h00, 10h15, 13h00 e 15h30.

Fonte: Jornal O Vigilante Online




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