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Marlene Moraes Junqueira recebe homenagem em Leopoldina pelo lançamento de seu segundo livro

Por José Augusto Cabral | Cultura - 03/07/2019 - 17:59 | Atualizado: 07/07/2019 - 15:29

Autora conta histórias de fatos marcantes de um tempo feliz e progressista do passado.





A professora aposentada, pesquisadora e escritora Marlene Aparecida Moraes Junqueira, 81 anos, foi homenageada em Leopoldina na noite desta segunda-feira, 1º de julho, por ocasião do lançamento de seu segundo livro, “Uma Volta Grande ao meu passado”. 

Organizada através da parceria entre o Colégio Imaculada Conceição (CIC) - onde Dona Marlene estudou na primeira metade do Século XX, Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), Jornal O Vigilante Online, com apoio da Secretaria Municipal de Educação, a Roda de Conversa “Marlene: Mulher, mãe e mestra” foi realizada na sede do CIC, reunindo grande público, incluindo o Presidente da Academia Leopoldinense de Letras e Artes - Professor Luiz de Melo Sobrinho, a Secretária Municipal de Educação - Regina Lúcia Barbosa Brito de Oliveira, o Diretor Educacional da Superintendência Regional de Ensino de Leopoldina - Professor Sidilúcio Ribeiro Senra, Júnior Valentim - Assessor do Deputado Estadual Fernando Pacheco, além de diretoras, vice-diretoras, supervisoras, professores e alunos de estabelecimentos de ensino público e particular do município, dentre outras ilustres personalidades locais e regionais. 

A homenageada estava acompanhada dos quatro filhos: Marcello, Márcio e Marcos, gêmeos, o caçula Marnel e demais familiares, além de amizades que se deslocaram de Volta Grande para prestigiar a Roda de Conversa “Marlene: Mulher, mãe e mestra”. 


O encontro foi aberto formalmente pela diretora do CIC, a Psicóloga Conceição Aparecida Zambrano Brito. Coube ao diretor da UEMG, o Professor Doutor Rodrigo Fialho, saudar a escritora Marlene.


Durante aproximadamente duas horas, a história de vida de Marlene foi descrita através de poemas de sua autoria, músicas - muito bem interpretadas por Saulo Lima (Voz e Violão), além da participação de alunas do Colégio Imaculada Conceição que se vestiram com uniformes utilizados na época em que Dona Marlene estudou naquela escola, 5 anos no regime de internato e 3 anos no externato. Estudantes do curso superior de Pedagogia da UEMG também participaram da programação, interpretando poemas de autoria da escritora/pesquisadora. 


A homenageada 

Marlene Aparecida Moraes Junqueira, 81 anos, nasceu em 1938 no distrito de Abaíba, em Leopoldina. Moradora de Volta Grande desde meados do Século XX, ela é autora do livro “Uma Volta Grande ao meu passado”, a sua segunda obra literária. A primeira foi o livro de poesias intitulado “Poemando”, lançado em 1991. 

Filha do casal Geraldo Lima de Moraes e Helena Azevedo de Moraes, Dona Marlene tem uma irmã, Benedita Moraes Furtado, 73 anos, que mora em Abaíba. 
Após casar-se com Gabriel Nelmar Vilela Junqueira, passou a assinar Marlene Aparecida Moraes Junqueira. Em 1962 mudou-se de Abaíba para Volta Grande. O casal teve quatro filhos: Marcello, engenheiro, Márcio e Marcos, gêmeos, ambos Veterinários, e o caçula Marnel, Professor de Educação Física. Eles se formaram, casaram e lhe deram de presente dez netos e um bisneto: André, Mariana, Luiza, João Marcos, Gabriel Augusto, Marina, Helena, Victor, Sophia, Emmanuel e o bisneto Joaquim, que conforme D. Marlene declarou ao Jornal O Vigilante Online, “são a sua razão de viver e ainda sonhar”.  


De 1949 até 1957 D. Marlene estudou em Leopoldina, no Colégio Imaculada Conceição, onde concluiu o Curso Normal. Durante 5 anos estudou no regime de internato e por 3 anos no externato. Concluído o Curso Normal, a professora Marlene foi contratada pela Campanha Nacional de Erradicação do Analfabetismo, do governo federal. Naquela ocasião o Ministro da Educação, Dr. Clóvis Salgado, era leopoldinense e muito fez pela Zona da Mata Mineira: autorizou verba para a construção e funcionamento do Colégio Nossa Senhora do Rosário das Irmãs Dominicanas em Volta Grande, reconstrução da Escola de Abaíba, entre tantos outros benefícios em prol da Educação. 


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Em 1958 foi nomeada pelo governo estadual para a Escola “Isolada” de Abaíba, hoje Escola Municipal Francisco Pinheiro de Lacerda. Aposentou-se como professora em 1984. 

Na fazenda Santa Rita, em Volta Grande, D. Marlene mantém com muito carinho o espaço que em 1963 foi transformado por ela em sala de aula, para atender as crianças que moravam na propriedade e vizinhanças. Ela chegou a ter cem alunos matriculados, com o Lar Escola funcionando em três dependências cedidas gratuitamente pelo seu proprietário e mantenedor, Dr. Sebastião Nelson Junqueira, que é o Patrono deste projeto. Sensibilizada com o esforço dos pequenos para conseguirem estudar, e diante das negativas dos órgãos públicos municipais e estaduais para a construção de um prédio, Dona Marlene, já aposentada e com mais tempo disponível para trabalhar pela construção do prédio e pela educação rural, conseguiu um empréstimo na agência do Banco do Brasil em Além Paraíba e construiu um Centro Comunitário, que acolheu a escola na própria fazenda, melhorando e muito as condições daquela região no aspecto educacional. Ao longo dos anos, desde 1958, Dona Marlene sempre teve o cuidado de preservar documentos, fotografias, enfim, informações que pudessem ser aproveitadas algum dia, permitindo contar uma história em livro. 
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Foi no trabalho incansável de “garimpagem” junto a várias residências que a pesquisadora conseguiu algum material. Dona Marlene também destacou o apoio do jovem Francisco Monteiro Junqueira, que lhe ajudou bastante através de publicações em seu jornal “A Voz de Volta Grande”. 

Uma ausência - Em 2012 um momento triste marcou a vida de Dona Marlene. Seu esposo, aos 75 anos, faleceu em um acidente automobilístico, na rodovia próxima à Fazenda Santa Rita. Com resignação e equilíbrio, apesar do duro golpe, a escritora manteve-se firme em sua caminhada, sempre disposta a apoiar as pessoas próximas. E hoje está aqui, para nos presentear com uma linda obra literária, e sobretudo, com sua presença. 

Encerramento

A Roda de Conversa foi encerrada após pronunciamentos do Presidente da ALLA - Professor Luiz de Melo Sobrinho, Sidilúcio Ribeiro Senra - Diretor Educacional da SRE/Leopoldina e da Secretária Municipal de Educação de Leopoldina, Regina Lúcia Barbosa Brito de Oliveira.




Fonte: Jornal O Vigilante Online




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