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Escola Estadual Emílio Ramos Pinto resiste e precisa de apoio

Por Júlio Cesar Martins | Leopoldina - 30/08/2019 - 08:49 | Atualizado: 07/09/2019 - 19:49

Com cerca de 100 alunos, o desafio é conseguir superar as dificuldades que são impostas ao ensino público. 


O Vigilante Online
Criada em Leopoldina no ano de 1975 e instalada oficialmente um ano depois, no dia 15 de março de 1976, a Escola Estadual Emílio Ramos Pinto, assim como tantas outras escolas espalhadas pelo Brasil, precisa superar as dificuldades que são praticamente impostas ao ensino público.  
 
Localizada na Rua Padre José Gomes Domingues, no Bairro Seminário, a Escola Estadual Emílio Ramos Pinto ainda é muito conhecida como “Anexo”, denominação que recebeu graças ao período no qual o estabelecimento serviu de extensão à Escola Estadual Prof. Botelho Reis, o Ginásio, que naquela ocasião passava por uma grande reforma em sua sede.

Hoje a Escola Estadual Emílio Ramos Pinto precisa se reinventar, e é com esta disposição que sua nova diretora, a professora Marcilene Souza da Silva, assume a função. 

 

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Natural de Cataguases, Marcilene (foto abaixo) é formada em Letras e Pedagogia, pós graduada em supervisão, orientação e inspeção escolar. Professora no Estado desde o começo dos anos 2000, ela foi indicada pela Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Leopoldina no dia 17 de junho e tomou posse no dia 31 de julho, juntamente com os demais diretores indicados. 


Marcilene, que assume o cargo de diretora sucedendo a professora Ana Maria Mamede Lima, informa que atualmente a escola conta com aproximadamente 100 alunos, distribuídos do 6º ao 9º ano (Ensino Fundamental), que estudam no período da manhã. “É um pequeno número de alunos”, comentou Marcilene. A diretora revela ter como um de seus objetivos conscientizar a comunidade a matricular suas crianças na Escola Estadual Emílio Ramos Pinto e ampliar o número de alunos. 

De acordo com Marcilene, a escola não possui vice diretora devido ao pequeno número de alunos. “Apesar das dificuldades estamos tentando melhorar a parte interna da escola e sua disciplina”, esclareceu Marcilene, citando como exemplos os horários de entrada e saída, dentre alguns problemas que deverão ser resolvidos o mais rapidamente possível. 

Em setembro de 2015, quando foi cogitada a extinção da escola pelo governo do estado para que no local fosse instalada a sede da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) Leopoldina, vários segmentos locais se mobilizaram e cobraram da administração municipal um firme posicionamento no sentido de não concordar com o fechamento da E. E. Emílio Ramos Pinto, uma vez que o imóvel pertence ao município de Leopoldina. Relembre o fato clicando aqui.

Felizmente o fechamento foi descartado, mas é verdade que há muitos anos as instalações não recebem uma boa reforma, o que pode ser constatado tanto internamente quanto do lado de fora do prédio.  

A diretora admite que está tentando arrumar a casa, procurando parcerias para conseguir doações de materiais (tintas, dentre outros) para realizar algumas obras, dentre elas a pintura dos muros e a colocação de uma nova identificação da escola como referência, um gesto importante para os alunos e também para a comunidade. 


Às vésperas do feriado de 7 de setembro, data em que todo o país comemora sua Independência, Marcilene revela que este ano a escola não participará das comemorações da maneira como todos gostariam. “Estamos trabalhando para tentar colocar a fanfarra da escola para se apresentar, porém nós precisamos arrumar os instrumentos e isso custa em torno de R$ 500 a R$ 1 mil reais”, explicou. 

Diante das dificuldades, porém com bastante disposição, Marcilene cita com carinho a importante presença da patrulha escolar da PMMG, que desde o ano passado sempre está na escola para ver como estão as coisas. 

Nota da Redação: O nome da escola foi uma homenagem ao educador Emílio Ramos Pinto, que dedicou 50 anos de existência à causa da educação, especialmente em Leopoldina. O primeiro diretor da E. E. Emílio Ramos Pinto foi o professor Marcelo Barroso Domingues. 

Na segunda direção foi empossado o Professor Luiz de Melo Sobrinho que atuou de agosto de 1977 a fevereiro de 1987. Entre fevereiro e março deste ano dirigiu a escola a professora Maria Rodrigues Montes e em março do mesmo ano a professora Clarisse Maria Franzone de Abreu até 1998, passando a direção ao Dr. Jorge Manuel Coimbra que permaneceu até 2001.

Entre 2002 e 2003 assume a direçao a professora Maria Aparecida Netto Silva. Em 2003 a supervisora Ana Maria Mamede Lima, assumiu o cargo permanecendo até 2019.

Fonte: Jornal O Vigilante Online




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