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Governo de Minas investiga 78 casos suspeitos de sarampo no Estado

O VIGILANTE ONLINE | MG - 31/08/2019 - 17:24 | Atualizado: 31/08/2019 - 22:53

Marcelo Camargo/Agência Brasil - Vacinação é a melhor maneira de imunizar contra o sarampo.
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais investiga 78 casos de sarampo no Estado. Desde o início do ano, já foram confirmados quatro casos, mas este número tende a aumentar, dado ao crescimento dos casos suspeitos nos últimos dias. 

Para se ter uma ideia, desde a semana passada, ao menos 18 postos e centros de saúde e UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) foram fechados somente em Belo Horizonte. A prefeitura da capital segue protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde para evitar contaminação de novas pessoas. 


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Desde o início de 2019 foram notificados 249 casos suspeitos de sarampo provenientes de 92 municípios no estado de Minas Gerais. Destes, 167 foram descartados, 78 estão sob investigação e 4 casos foram confirmados, segundo balanço divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde nesta sexta (30).


Imunização

Bebês de 6 meses a um ano, que antes não eram imunizados contra a doença, estão recebendo a dose zero da vacina. O antivírus pode ser aplicado em qualquer posto de saúde do Estado.

Leia: Todas as crianças de 6 meses a menores de 1 ano devem ser vacinadas contra o sarampo

Casos confirmados

O primeiro caso confirmado é de um italiano, residente em Betim, com história de viagem recente à Croácia e à Itália nos meses de dezembro de 2018 e janeiro de 2019. O genótipo identificado na amostra do italiano foi o D8, que está distante geneticamente dos casos de D8 identificados nos demais surtos de 2018 no Brasil. Sendo assim, esse caso é considerado importado. 

O segundo caso confirmado é de um adulto jovem, de 25 anos, sem comprovante vacinal, residente em Contagem, na Região Metropolitana, e que saiu de Trindade (PE) no final de janeiro. O genótipo identificado na amostra foi o D8, com características do genótipo do italiano. 

Já o terceiro é de uma criança de um ano, vacinada em novembro de 2018 e moradora de Belo Horizonte. Ela teve deslocamento para a cidade de Carmópolis de Minas e para a casa da avó, em Contagem, no período de incubação da doença. O caso está possivelmente relacionado aos anteriores, de acordo com o período de transmissibilidade. 

A mesma hipótese também é levantada em relação ao quarto caso, o de uma adolescente, de 13 anos, portadora de Lúpus, moradora da capital. Ela esteve em Porto Seguro (BA) e Almenara (MG) em janeiro. 

Em todos os casos, a Secretaria informa que o bloqueio vacinal foi realizado, contribuindo para a interrupção da cadeia de transmissão e não aparecimento de casos secundários.

Sobre a doença


O sarampo é uma doença viral, infecciosa aguda, grave, transmissível, altamente contagiosa e comum na infância. A doença começa inicialmente com febre, manchas avermelhadas pelo corpo, sintomas respiratórios e oculares. Também incluem tosse, coriza, rinite aguda, conjuntivite, fotofobia (aversão à luz) e manchas de koplik (pequenos pontos esbranquiçados presentes na mucosa oral). 

A transmissão ocorre de pessoa a pessoa por meio de secreções presentes na fala, tosse, espirros ou até mesmo respiração. Na presença de pessoas não imunizadas ou que nunca apresentaram sarampo, a doença pode se manter em níveis endêmicos, produzindo epidemias recorrentes.

Fonte: Agência Minas




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