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Cresce 18% número de casos de sarampo no Brasil

O VIGILANTE ONLINE | Geral - 04/09/2019 - 19:16 | Atualizado: 04/09/2019 - 19:23

Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Brasil registrou nos últimos 90 dias, 2.753 casos confirmados de sarampo em 13 estados brasileiros. O aumento de 18% em relação ao último boletim divulgado (28/08) se deve a confirmação clínica de casos que estavam em investigação anteriormente.

De acordo com o novo boletim epidemiológico da doença, entre 09 de junho a 31 de agosto de 2019, o Brasil notificou 20.292 casos, sendo 15.430 em investigação e 2.109 descartados. O levantamento divulgado, nesta quarta-feira (4), pelo Ministério da Saúde, apontou também quatro óbitos em decorrência da doença: três mortes no estado de São Paulo (duas crianças e 1 adulto); e uma no estado de Pernambuco (uma criança). Em nenhum dos quatro casos foi comprovada a imunização contra o sarampo.


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"Toda comunidade internacional está atenta e preocupada como o sarampo, que tem se espalhado pelo mundo inteiro. No Brasil, o Ministério da Saúde está monitorando diariamente, tanto os pedidos de exames para a doença quanto à confirmação de novos casos”, explicou o secretário de vigilância em saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira. 

Crescem 18% casos de sarampo

Sobre os óbitos registrados, o secretário informou que, dos quatro casos, três foram em crianças menores de 1 ano de idade, o que reforça a necessidade de vacinar principalmente esse público,  estratégia que o Ministério da Saúde já vem realizando  no estados. “É fundamental proteger, neste momento, crianças menores de um ano. Elas precisam que os adultos as levem aos postos de saúde”, alertou Wanderson Oliveira.

Os casos confirmados estão concentrados em 13 estados, sendo a maioria, 98,37% no estado de São Paulo (2.708), seguido do Rio Janeiro (15), Pernambuco (12), Distrito Federal (3), Goiás (1), Paraná (1), Maranhão (1), Rio Grande do Norte (1), Espírito Santo (1), Bahia (1), Sergipe (1), Santa Catarina (7) e Piauí (1). Os casos estão distribuídos em 120 municípios. Nos estados de Goiás e Piauí, os casos foram registrados em outros estados.

Dose Zero

A única maneira de evitar o sarampo é por meio da vacina. O SUS oferta a vacina tríplice viral, que é segura e protege contra todos os genótipos do sarampo circulantes no mundo.  A tríplice viral previne também caxumba e rubéola.  

É importante esclarecer que a chamada “dose zero” não substitui e não será considerada válida para fins do calendário nacional de vacinação da criança. Assim, além dessa dose que está sendo aplicada agora, os pais e responsáveis devem levar os filhos para tomar a vacina tríplice viral (D1) aos 12 meses de idade (1ª dose); e aos 15 meses (2ªdose) para tomar a vacina tetra viral ou a tríplice viral + varicela, respeitando-se o intervalo de 30 dias entre as doses. A vacinação de rotina das crianças deve ser mantida independentemente de a criança ter tomada a “dose zero” da vacina.

O Ministério da Saúde já destinou 1,6 milhão de doses extras da vacina tríplice viral a todos os estados, para garantir a imunização em todas as crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias. 

Antes de viajar, vacine-se contra o sarampo

O sarampo é um problema em todo mundo. Assim como o Brasil, mais quatro países da Europa perderam o certificado de eliminação da doença, na última semana de agosto. São eles: Reino Unido, Grécia, República Tcheca e Albânia. No primeiro semestre de 2019, Cazaquistão, Geórgia, Rússia e Ucrânia concentraram 78% dos casos da doença na Europa. Nos EUA, o número de casos também é crescente desde o início deste ano. No Brasil, são 2.753 casos confirmados em 13 estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Santa Catarina, Distrito Federal, Bahia, Paraná, Maranhão, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Sergipe, Goiás e Piauí.

Diante desses cenários, as pessoas que vão viajar, tanto para destinos nacionais quanto internacionais, devem se certificar que estão em dia com as doses da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba, conforme previsto no Calendário Nacional de Vacinação, do Sistema Único de Saúde (SUS). No Brasil, a recomendação é duas doses a partir de 12 meses a 29 anos de idade; e uma dose para a população de 30 a 49 anos de idade. Os pais também precisam ficar atentos. Atualmente há ainda a recomendação do Ministério da Saúde de aplicar uma dose extra, a chamada ‘dose zero’ em crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias. Esse público está mais suscetível a casos graves e óbitos.

Se não houver esses cuidados, a viagem pode trazer surpresas desagradáveis. Além de pegar sarampo, a pessoa também pode transmitir para outras pessoas, principalmente durante os deslocamentos em avião, ônibus e metrô. São ambientes fechados com grandes aglomerações de pessoas. Caso ocorra a contaminação pelo vírus, é importante que a pessoa perceba os sintomas e, ao chegar no destino final, procure imediatamente uma unidade de saúde e informe ao médico quais foram os destinos da viagem. A partir do caso suspeito, o Ministério da Saúde juntamente com a Anvisa inicia o bloqueio vacinal, ou seja, faz busca ativa de todos os passageiros que estiveram no mesmo voo.

Antes da viagem para áreas de risco, as pessoas – adultos e crianças-  devem tomar alguns cuidados, tais como, localizar a carteira de vacinação e ir com ela a uma das mais de 36 mil salas de vacinação, da rede SUS, ou de uma clínica particular credenciada, para renovar, se necessário, a vacinação contra sarampo, com pelo menos 15 dias de antecedência à viagem. Além de estar com a situação vacinal atualizada, o viajante deve incluir o cartão de vacinação entre os documentos da viagem.

Não deixe que o sarampo estrague sua viagem!

Fonte: Ministério da Saúde 




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