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Rua sob risco de queda danifica casa e prefeitura de Leopoldina não se posiciona

O VIGILANTE ONLINE | Ronda Vigilante - 24/09/2019 - 11:01 | Atualizado: 05/10/2019 - 23:34


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Sob o risco de ver um trecho da Rua Cândido Veloso desabar sobre sua casa, localizada na Avenida Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, nº 1097, a Sra. Valéria Aparecida Guerson Couto aguarda há anos a realização dos serviços necessários no local, onde há mais de 40 anos residia com seus pais e irmãos. 

Valéria informou que há cerca de 70 anos o imóvel já pertencia à sua família. Nos fundos da casa uma varanda foi destruída com a queda do barranco. Vários paralelepípedos, meios-fios e pedras caíram da Rua Cândido Veloso e são visíveis no terreno da casa. 

A moradora também relatou que o lixo constantemente é jogado por pessoas e que aquela via é utilizada por automóveis e veículos pesados, como caminhões, o que faz piorar a cada dia as condições da rua, aumentando as chances de tudo desabar sobre a residência.

O caso foi tornado público pelo jornal O Vigilante Online em matérias feitas pelo repórter José Augusto Cabral, uma delas no dia 29 de junho de 2017, outra em 22 de março de 2018 e uma terceira, no dia 12 de março deste ano. Nas três reportagens, a Redação do Jornal abriu espaço para que a Administração Municipal de posicionasse a respeito do problema. O problema também foi apresentado na Câmara de Vereadores. 

Na primeira reportagem feita pelo jornal O Vigilante Online em 2017 a Secretaria Municipal de Obras informou que a situação seria avaliada nos próximos dias. No ano seguinte a Assessoria de Imprensa ficou de encaminhar ao jornal a posição da Secretaria de Obras e agora, em 2019, após a mais recente matéria, a prefeitura de Leopoldina não se pronunciou. 


Conforme afirmou a moradora em 2017, a situação era antiga e vinha se agravando nos últimos 10 anos. "Minha mãe tem problemas de saúde e eu preciso encontrar uma solução para este problema do desmoronamento", afirmou Valéria, acrescentando que no final de 2017 esteve com o secretário municipal de Obras José Márcio Gonçalves Lima e lhe informou que o barranco estava sob risco de desmoronar, causar mortes, enfim, de acontecer uma tragédia. Ela também argumentou que o trânsito naquela via é relativamente intenso, por onde passam caminhões de lixo, de entregas, carros, movimento que prejudica ainda mais a situação. A moradora disse que o Secretário respondeu que o muro de arrimo seria feito pela Prefeitura, que eles (Prefeitura) estavam providenciando recursos na Caixa Econômica Federal para resolver o problema. 


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Sem solução para o caso, Valéria contou que em 2018 conversou novamente o Secretário, fazendo nova cobrança sobre o muro de arrimo e ele teria respondido que ainda estava aguardando os recursos chegarem para realização da obra. 

De acordo com a moradora no começo de 2019, uma equipe do Corpo de Bombeiros esteve no trecho em que a rua está caindo dentro do quintal da nossa casa. “Caiu paralelepípedo, caiu meio fio, caiu barranco, caiu mato, caiu tudo. A rua foi interditada, mas isso não vai resolver, porque na rua continuam passando caminhões pesados, caminhão de lixo e passa tudo o tempo todo”, reclamou.

No último domingo, 22 de setembro, depois de ser procurada pela moradora Valéria, a reportagem retornou o local, onde uma proteção com placas de lata foi colocada no trecho da Rua Cândido Veloso, entretanto, a passagem de veículos continua acontecendo. 


Valéria Aparecida Guerson Couto reiterou apelo à administração municipal para que prefeitura resolva o problema, pois ela não consegue mais alugar a casa, cujo dinheiro do aluguel era utilizado para ajudar a custear o tratamento de saúde de sua mãe, de 81 anos de idade.  


Recentemente, uma Representação da Câmara Municipal de Leopoldina, de autoria do vereador Ivan Nogueira e aprovada por todos os vereadores, foi encaminhada ao Ministério Público relatando o caso.

Procurada pela Redação para se manifestar a respeito do problema a Prefeitura manteve sua postura de não responder às solicitações de informações feitas pelo Jornal O Vigilante.

Fonte: Jornal O Vigilante Online




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