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Cresce incômodo com infestação de pernilongos em Leopoldina

O VIGILANTE ONLINE | Ronda Vigilante - 18/10/2019 - 19:11 | Atualizado: 27/10/2019 - 11:47

Moradores de Recreio também reclamaram e enviaram registro do transtorno.


Os moradores de Leopoldina e Recreio têm sofrido com a infestação de pernilongos. O incômodo causado pelos insetos tem provocado mudanças de comportamento na população. Muitos fecham as janelas mais cedo e, mesmo assim, perdem o sono, porque à noite a incidência de picadas é maior. Imagem registrada por um morador de Recreio e enviada à Redação do jornal O Vigilante Online (foto em destaque) mostra a infestação de pernilongos na residência. Os moradores reclamam da forte incidência nos bairros Grotinha, Canto dos Ferreiras e Cohab.

Para os moradores de Leopoldina a situação é alarmante principalmente nas regiões que margeiam os córregos, que seguem sem capina. Um leitor alerta que às margens do córrego Feijão Cru só se vê mato, o que contribui com a infestação de insetos pela cidade. Segundo uma dona de casa, no fim de tarde é necessário fechar as janelas das casas. “Por volta das 18h00 eu preciso fechar todas as janelas, se não, não é possível dormir”, alertou. “Como eu tenho alergia preciso me cobrir toda para evitar as picadas”, ressaltou.


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Em agosto deste ano o jornal publicou matéria relatando o drama de moradores do bairro Eldorado, em Leopoldina, que sofrem com a proliferação de pernilongos no local. Segundo eles, um córrego que corta o bairro e uma área com matagal ajudam na proliferação do inseto. De acordo com uma leitora, o córrego com água parada fica próximo da Escola Municipal Professora Maria da Conceição Monteiro de Resende (CAIC) e nos fundos de sua residência, e ultimamente tem gerado transtornos pela grande incidência de pernilongos em toda aquela área. 


No dia 26 de junho, a Reportagem do jornal O Vigilante Online publicou matéria relatando sobre o incômodo causado pelos insetos sob a ponte da Rua Marechal Deodoro, na Praça da Bandeira. Moradores de outras regiões da cidade também se manifestaram através das redes sociais, reforçando as reclamações, como é o caso do Bairro Maria Guimarães França (COHAB Velha), Catedral, Eldorado e São Sebastião. Na ocasião, a Redação entrou em contato com a Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Leopoldina, mas até a publicação da matéria não havia obtido resposta.

Saiba as diferenças entre o Aedes aegypti e o pernilongo doméstico

O Aedes é o mosquito mais adaptado às casas e encontra nelas a maior quantidade de criadouros para se reproduzir, já que precisa de água limpa (embora existam relatos de larvas encontradas em água poluída). A fêmea – a única que pica, já que o macho não se alimenta de sangue – coloca seus ovos (de 100 a 150 por vez, com intervalo de postura a cada quatro dias, e que em oito dias, no verão, já atinge a fase adulta) em caixas-d'água destampadas, pneus velhos e garrafas em áreas desprotegidas que acumulam água da chuva, por exemplo.

O Culex prefere, para se reproduzir, criadouros poluídos com muita matéria orgânica em decomposição, como valões, esgotos e fossas, daí a importância do saneamento básico. Mas o ciclo de vida dos dois é predominantemente urbano e o sangue é usado para a produção dos ovos.

Abaixo, algumas dessas diferenças:


O comportamento dos mosquitos também não é igual. Enquanto o Aedes é mais ativo durante o dia, picando principalmente no início da manhã e no fim da tarde para evitar o calor excessivo, o Culex prefere o período noturno para se alimentar. O gás carbônico emitido na respiração humana o atrai, por isso é comum ouvir zumbidos enquanto ele escolhe um local para picar. O Aedes voa baixo, menos de meio metro, o que faz com seus alvos principais sejam pés, tornozelos e pernas. E é discreto e ágil: sua picada não provoca a coceira do Culex, é mais lento e mais fácil de ser abatido pelo homem. Como vetor de doenças, o Aedes é campeão ao transmitir o vírus da Dengue, o Zika Vírus e a Febre Chikungunya, que aterrorizam o Brasil principalmente durante o verão, pois o calor e a umidade, com chuvas regulares, formam a equação ideal para maior rapidez na proliferação dos mosquitos.

As doenças infecciosas são passadas do mosquito para o ser humano durante a picada por insetos contaminados. A fêmea usa a saliva com substâncias anestésicas, assim o sangue não coagula e ela consegue sugá-lo. Caso a saliva dela esteja contaminada – o que acontece com a picada anterior de um indivíduo com o vírus e depois de 10 a 14 dias de multiplicação das células dentro do inseto –, há a transmissão da Dengue e das outras doenças.

Já o Culex não é tão bonzinho quanto parece. Além do incômodo de tirar as noites de sono e da coceira das picadas, o mosquito é capaz de transmitir Filariose, mais conhecida no Brasil como elefantíase e que provoca o aumento excessivo dos membros inferiores. A maioria dos casos no país está nas regiões Norte e Nordeste. Arboviroses, como encefalites e febres hemorrágicas, também podem ser causadas pela ação do Culex, em sua maioria em locais sem infraestrutura de rede de esgoto.

Fonte: Jornal O Vigilante Online




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