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Rede Pública de Minas Gerais tem déficit de 150 fisioterapeutas

Assessoria | MG - 09/12/2019 - 07:48 | Atualizado: 10/12/2019 - 10:07


Divulgação
Número foi constatado pelo CREFITO-4 MG, que fiscalizou recentemente 180 hospitais de todo o Estado. Prestes a completar 10 anos, resolução que obriga a presença dos fisioterapeutas nas Unidades de Terapia Intensiva ainda não é cumprida em MG.

Um trabalho de quatro meses realizado pelo Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 4ª Região (CREFITO-4 MG), que fiscalizou 180 hospitais de todas as regiões do Estado constatou que há um deficit de mais de 150 fisioterapeutas em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Números alarmantes que colocam a saúde da população mineira em risco.

Segundo a resolução Nº 7 de 24 de fevereiro de 2010, do Ministério da Saúde, cada UTI do País deve contar, obrigatoriamente, com pelo menos um fisioterapeuta para cada 10 leitos, “nos turnos matutino, vespertino e noturno, perfazendo um total de 18 horas diárias de atuação”, o que não tem sido respeitado por diversos hospitais de Minas Gerais.


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Lembrando que o CREFITO-4 MG elaborou e encaminhou, em outubro deste ano, a vereadores de vários municípios mineiros e deputados estaduais, uma minuta de projeto que amplia a obrigatoriedade da presença de fisioterapeuta nas Unidades de Terapia Intensiva em Minas Gerais para 24 horas diárias. Os parlamentares já apresentaram o PL, que tramita na Assembleia Legislativa e Câmaras dos Vereadores do Estado.

Segundo o presidente do CREFITO-4 MG, Dr. Anderson Luís Coelho, apesar da intensa fiscalização do Conselho ter ampliado em três vezes o número de fisioterapeutas nas UTIs do Estado, o deficit ainda é grande. “O CREFITO vem fiscalizando intensamente os hospitais há mais de quatro anos para fazer valer o que determina a resolução de 2010. Este trabalho resultou em um aumento substancial no número de fisioterapeutas nas UTIs, que triplicou. Mas, apesar disso, ainda temos um déficit superior a 150 profissionais. Com um total de 28 mil leitos no Estado, sendo 4.100 deles de UTI, precisamos de pelo menos 980 fisioterapeutas nas Unidades. Hoje, só temos 830”, concluiu.

Atuação do fisioterapeuta nas UTIs

Capacitado a atuar em UTIs e consolidado no fazer, o fisioterapeuta domina e desenvolve importantes atividades da área. Realizar avaliação e monitorização da via aérea natural e artificial do paciente crítico ou potencialmente crítico, determinar diagnóstico e prognóstico fisioterapêutico; aplicar métodos, técnicas e recursos de expansão pulmonar; remover secreção, trabalhar o fortalecimento muscular, recondicionamento cardiorrespiratório e suporte ventilatório do paciente crítico ou potencialmente crítico e aplicar medidas de controle de infecção hospitalar são alguns exemplos.

Fonte: Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 4ª Região



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