Laser Vascular tratamento de Varizes sem cirurgia: "O Futuro É Agora”. Entrevista com o Dr. Flávio Reis Gouvêa

O médico Dr. Flávio, da Clínica CardioVascular Master Center, de Muriaé, é entrevistado sobre os tratamentos de última geração em Muriaé e região.  

Informe - 05/01/2018 - 19:17:51



O cirurgião cardiovascular e endovascular Dr. Flávio Reis Gouvêa responde questões sobre varizes e destaca os tratamentos de última geração em Muriaé e região. Em sua Clínica Cardiovascular Master Center, ele esclareceu as principais dúvidas a respeito das varizes e seus tratamentos. 

O Vigilante Online: Por que surgem as varizes? 

Dr. Flávio: As varizes surgem por uma fraqueza na parede das veias, que leva á dilatação com perda da função valvular ou afeta diretamente o retorno venoso. O fluxo de sangue, ao invés de subir de volta ao coração, reflui para as pernas causando dor, inchaço, queimação, dormência, câimbras, coceira e outros. 

O Vigilante Online: Por que algumas pessoas têm varizes e outras não? 

Dr. Flávio: Isto é muito interessante e tem muito a ver com a predisposição familiar (genética) e com estilo de vida. A hereditariedade está presente em 80% dos casos. Aí a pessoa tem muitos filhos, está acima do peso, as alterações hormonais, anticoncepcional e percebem quais as varizes aparecem e aumentam rapidamente. 

O Vigilante Online: Quais as recomendações para aliviar os sintomas e controlar a evolução da doença? 

Dr. Flávio: Assim que verificar o aparecimento das varizes, vasinhos ou micro varizes, sugiro que procure logo um médico da sua confiança. Recomendo atividades físicas aeróbicas: corridas, transporte, ciclismo e natação. Gosto muito do pilates , porque trabalha bem a respiração e a musculatura da panturrilha sem impacto. Pessoas com intestino preso também têm mais problemas de varizes e hemorróidas e devem ter uma dieta à base de fibras e beber muita água. As meias elásticas são recomendadas pra quem trabalha muito em pé, sente dores e peso nas pernas. 

O Vigilante Online: Existem medicamentos para varizes que realmente funcionam? 

Dr. Flávio: Não existem medicamentos que evitem o aparecimento ou que contribuem para diminuição ou menor progressão da doença. Existem medicamentos que aliviam a dor, a sensação de peso, câimbras, inchaços e outros sintomas. São chamados de venotônicos e eu os prescrevo com freqüência. 

O Vigilante Online: Nós vemos várias denominações para a doença venosa. Fala-se de varizes, veias arrebentadas, varicoses, vasinhos, entre outras. Afinal, o que é correto? 

Dr. Flávio: Vamos lembrar que é uma doença que atinge muitas pessoas. De modo simples, se ocorre a dilatação de um ou mais capilar, denominamos de telangectasias, que são os “vasinhos” com até 1 mm de diâmetro podendo ser primária. Surge sem comunicação com os vasos abaixo da pele (veias nutridoras) ou secundária, quando existe uma conexão com uma veia nutridora. Quando a dilatação atinge uma rede de veias logo abaixo da pele e adquirem um aspecto azulado ou esverdeado e com 1 a 2 mm são chamadas “micro varizes” ou “veias reticulares”. Agora, aquelas veias maiores, bem dilatadas com mais de 3 milímetros de diâmetros causando ou não relevo na pele, estas sim, são chamadas de varizes. 

O Vigilante Online: Dr. Flávio, qual a sua visão sobre o futuro e o presente do tratamento das varizes , micro varizes e vasinhos? 

Dr. Flávio: Vejo cada vez mais uma tendência a tratar no consultório e com procedimentos minimamente invasivos, sem internação, com anestesia local e sem necessidade de repouso ou afastamento do trabalho e da academia de ginástica. O médico vascular moderno deve dominar todas as técnicas e tecnologias, pois a doença é complexa. 

ENDOLASER 

De acordo com o cirurgião cardiovascular e endovascular Dr. Flávio, o endolaser, por exemplo, é uma técnica revolucionária, minimamente invasiva, ou seja, sem cortes, aonde é realizada a punção precisa da veia a ser tratada com ultrassonografia pela técnica de seldinger, utilizando cateteres especiais. "Uma fibra especial é introduzida na veia doente a ser tratada e acoplada no equipamento de Endolaser. Após o posicionamento correto da fibra dentro da veia é calculada a energia do laser a ser empregada na termoablação por fototermólise (destruição seletiva da veia) e realizada a tumescência ao redor de toda a veia, tudo em tempo real. O laser é disparado e acompanhamos o fechamento da veia por ultrassonografia sem o risco de ficar segmento de veia sem tratamento. O Endolaser por se tratar de um procedimento minimamente invasivo, sem anestesia na coluna, sem cortes, realizado com anestesia local e sedação, proporciona inúmeras vantagens aos nossos pacientes, como: menor tempo de internação hospitalar com alta no mesmo dia; mínimo de sangramento e hematomas no pós-operatório, menor risco de pigmentação da pele, menor risco de lesão vascular e de nervos, ausência de cicatriz, menor risco de dor, e infecção no pós-operatório com retorno rápido as atividades cotidianas (trabalho, academia, caminhadas, dirigir e praticar esportes)."

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