Um Novo Ano Novo - Por Orlando Macedo

Orlando Macedo | Artigo - 07/01/2018 - 18:43 | Atualizado: 07/01/2018 - 18:54


Inicia-se mais um ano. Inicio com duas histórias bonitas, pois, para fazer o Novo de verdade precisamos de inspiração.

A primeira história é inspirada na reunião onde o Deputado Fred Costa (onde em quem, por baixo da carcaça de simpatia inerente ao político existe conteúdo) entregou aos gestores da Casa de Caridade D. Verinha, Sr. Volnei e Dr. Ferraz a verba parlamentar obtida por ele. Não preciso dizer das dificuldades, a imprensa cobre. O que não saiu na imprensa foi que durante doze dias a equipe manteve uma criança, com problemas cardíacos graves, viva, utilizando recursos criados pela própria equipe, montando uma UTI neonatal. E logo em seguida fez um parto de um neném de 690 g. É sobre eles que escrevo.

O dia era 31 de Dezembro. A hora, 23:30. E como dor aparece em qualquer hora, lá fui eu e minha cunhada levar meu afilhado ao hospital. Apesar de uma ponta de esperança de retornarmos a tempo, já imaginávamos que a virada seria por ali mesmo. Mesmo o mais humano dos médicos estaria dando uma pausa para uma pequena comemoração. Que então fossemos atendidos lá pela uma hora.

Não foi o que aconteceu. Efetivamente passamos a virada lá por conta de uma radiografia, mas a meia noite, em meios aos fogos ouvidos, toda equipe estava trabalhando. Fomos atendidos antes da meia noite e liberados por uma equipe simpática a uma da manhã. 

O Sr. Volnei tem uma paixão intensa pelo seu trabalho. É possível ver isso nos seus olhos. Ele quer uma nova Casa de Caridade. E está conseguindo. Mesmo sem recursos. Vi isso na virada do ano. Que, ao darmos entrada na Casa de Caridade, lembremos que eles fazem o máximo com o pouco que tem. E, que por maior que seja nossa dor, temos que incentivá-los, pois eles querem e muito que tenhamos o melhor.

A segunda história aconteceu paralela à primeira. É quando vemos que existe alguma coisa muito maior do que os rituais contemporâneos. Sair perto da hora da virada é chato, ou deveria ser. Mas ao meu lado estava meu filho mais velho, Gui, que, com ou sem ano novo, foi consolar o primo que deveria tomar uma injeção. Com ou sem ano novo, o primo não iria passar por essa sozinho.

Em casa estava minha esposa. Que abriu o espumante assim que chegamos, brindamos e, naquele momento, independente de que horas eram, era meia-noite. O horário daqueles que amamos é muito mais importante que o horário de qualquer relógio do planeta, como já sabia o mestre Dalí.

E para completar, o menor, Raphael, foi para a varanda da casa a meia noite. Pegou um lápis, papel e desenhou para nós o show de fogos.

Sim, de fato, foi uma bela virada. Se o ano começou assim, só posso esperar coisas boas. Feliz Novo.  Ano, dia, hora. Qualquer coisa que aqueles que te amam trouxerem pra você.
 "A persistência da Memória" de Salvador Dalí. Foto: Reprodução Internet


 



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