Gestante que aguardava transferência pelo SUSFácil dá à luz em Leopoldina

Maria Eduarda nasceu com 2.580 Kg na Casa de Caridade Leopoldinense. Mãe e filha passam bem.

14/01/2018 - 09:05:52

Maria Eduarda nasceu às 19h29 da última quarta (10) na Casa de Caridade Leopoldinense. Foto: Júlio Cabral/O Vigilante Online

Maria Eduarda nasceu às 19h29 da última quarta (10) na Casa de Caridade Leopoldinense. Foto: Júlio Cabral/O Vigilante Online

A reportagem do Jornal O Vigilante Online conversou com o casal Ana Caroline Basílio dos Santos, 25 anos, e Ubiratan Costa Leite Sodré, de 33 anos, pais de Maria Eduarda, que nasceu às 19h29 da última quarta-feira (10) na Casa de Caridade Leopoldinense (CCL). No centro de uma polêmica na internet devido à demora para realização do parto previsto para ser feito em um Hospital de Juiz de Fora, o que dependeria de uma transferência pelo SUSFácil, o casal contou detalhes a respeito da situação. 

Internada na CCL na madrugada da segunda-feira (8), após sentir dores e ter hemorragia, Ana Caroline recebeu a informação de que não estava na hora do parto e que devido às condições observadas durante o pré-natal, havia a possibilidade da criança precisar, ao nascer, dos recursos de uma UTI Neonatal, não disponível em Leopoldina. 

Incluída no SUSFácil, um cadastro para transferência de pacientes que necessitam de tratamento fora do seu domicílio, Ana Caroline passou a aguardar uma vaga em um hospital de Juiz de Fora, dotado de UTI Neonatal. Com a demora para se conseguir a transferência, aumentava a preocupação dos familiares com Ana Caroline, devido a problemas de saúde anteriores e às dores que ela sentia. 

Ana relatou à reportagem que estava muito preocupada, porque a ultrassom do bebê apresentou problemas no pré-natal. “O médico explicou que a gestação não poderia passar de 34 semanas. Quando entrei no Hospital no dia do sangramento eu estava com 39 semanas e estavam passando a informação que eu estava com 33. Eu completaria 40 semanas neste domingo”, contou. 

Na terça-feira (9), diante da indefinição do caso e receando que algum problema ocorresse com a gestante e o bebê, o caso chegou até as redes sociais, onde uma verdadeira polêmica foi aberta a partir de uma postagem que solicitava providências. Na postagem, alguns comentários motivaram a Casa de Caridade a emitir uma Nota de Esclarecimento sobre o caso, na qual informa “que não houve negligência ou falta de atendimento em relação à paciente Ana Caroline” e que a entidade compreende e é sensível aos sentimentos e intenções dos familiares da paciente. "Contudo", ressaltou a Nota, "tais intenções por melhores e mais legítimas que sejam, não podem se sobrepor à decisões técnicas dos profissionais que atuam na Unidade Hospitalar." 

Em matéria publicada pelo Jornal na quarta-feira (10), O Vigilante Online, abordou a situação da gestante, que havia repercutido nas redes sociais da internet. Na ocasião, foram publicadas as declarações do administrador hospitalar da entidade, Wolney Aguilar, informando que a paciente procurou a CCL com sangramento que teve em casa. “Os médicos de plantão fizeram a medicação necessária para paralisar este sangramento e estabilizar a paciente para uma possível transferência. Agora estamos aguardando a transferência dela através do SUS Fácil para o Centro de Referência, vislumbrando que a necessidade é para uma possível UTI Neonatal para o filho dela. Infelizmente até o momento esta transferência ainda não saiu. Estamos movimentando tanto o SUSFácil quanto nossos médicos que atendem também em Juiz de Fora, para conseguirmos talvez uma intermediação pessoal que faça a transferência dela”, informou o administrador da CCL.

Segundo a família de Ana Caroline, como a transferência pelo SUSFácil não era autorizada, a equipe médica de Leopoldina decidiu fazer o parto. “Na quarta pela manhã, por volta das 05h00, a enfermeira me falou que eu estava em jejum absoluto, não podia comer nada, para poder fazer a cesárea à noite”, relembrou Ana, acrescentando que o parto transcorreu normalmente. Maria Eduarda nasceu com 2.580 Kg e de  acordo com a mãe, os médicos disseram que o bebê não tem nenhum problema.
 
Ana Caroline já tem uma filha, Maria Vitória, de 6 anos. O casal, que reside no bairro Eldorado, revelou que em meio à polêmica nas redes sociais, a família se sentiu desconfortável no Hospital ao não autorizar que fizessem imagens da gestante para que fossem publicadas com a finalidade de demonstrar que não havia nenhum problema com Ana Caroline enquanto ela aguardava a transferência ou a realização do parto.  

Feliz com a filha nos braços, Ana Caroline, que teria alta do Hospital neste sábado (14), disse que foi muito bem atendida pelas médicas, o médico e a equipe de enfermeiras que fizeram o parto, dando total atenção para ela e a criança.  

Ao final da entrevista a família agradeceu a todos que se interessaram em lutar pelos interesses de Ana Caroline e o bebê. “Quero agradecer aos médicos e médicas que me ajudaram muito, às enfermeiras, inclusive uma das médicas que assumiu a responsabilidade de fazer o parto até quarta-feira se a transferência não fosse conseguida até aquela data”, destacou Ana Caroline. O casal também agradeceu a iniciativa das manifestações de apoio nas redes sociais, dentre elas a dos jovens Bárbara Reis e Marcus, dentre tantas pessoas que apoiaram a causa, buscando ajudar na solução do problema.
 


Fonte: O VIGILANTE ONLINE - Da Redação


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