A Importância da Filosofia no crescimento profissional

Orlando Macedo | Artigo - 01/02/2018 - 08:56 | Atualizado: 01/02/2018 - 09:08


Estou assistindo com tristeza o abandono de certas matérias como arte e filosofia no currículo escolar. Ao contrário dos movimentos dos países mais avançados na área da educação, onde a pluralidade do conhecimento está como meta, continuamos engatinhando em busca do conhecimento compartimentalizado.

O grande problema deste enquadramento do conhecimento é a qualidade do cidadão e do profissional criado adiante. Para piorar a situação, as escolas trabalham o senso crítico apenas de maneira ideológica, ou seja, os debates acontecem sobre temas políticos e sociais.

Talvez pais e educadores esqueçam que a filosofia foi a mãe da ciência. As três perguntas básicas da filosofia (“De onde vim?”, “Para onde vou?” e, a mais importante, “Quem eu sou?”) foram fundamentais para que o homem descobrisse o mundo a sua volta, entendesse a natureza e criasse maravilhas fantásticas que tornam nosso dia-a-dia mais confortável.

Mas no ambiente de pais de discentes, observo que a capacidade dos educandos é medida muito mais em cumprir objetivamente o currículo escolar do que em medir o quanto este conhecimento tem servido para elucidar questões do dia-a-dia. 

Gosto de usar muito o exemplo da tabuada. Os alunos são pedidos a analisar a sequência básica de multiplicações. Apesar do material didático trabalhar muito bem os conceitos envolvidos, o orgulho é dizer que o filho decorou a tabuada (o que, por sinal, proibi os meus de fazerem).

O mercado de trabalho já encontra hoje dificuldade na seleção de profissionais qualificados pela falta de curiosidade a respeito do ambiente empresarial que o cerca. De cada 50 a 100 cumpridores de ordem (não é um número estatístico, apenas textual), encontramos um ou dois colaboradores com a capacidade de entendimento. Longe de estar apenas ligado ao grau de escolaridade, entendemos que em alguns isso é nato e em outros houve um trabalho de escola/família para atingir este ponto.

Concluo de duas formas. No caso de profissional de qualquer área e nível, procure se envolver no seu ambiente de trabalho. Descubra o que seus companheiros de trabalho fazem, interaja buscando caminhos onde todos ganham, pois isto certamente será um diferencial.

No caso de pais e educadores, busquem mais os “porquês” do que os “comos”. Os “comos” hoje são facilmente aprendidos na Internet, os porquês são os que farão a diferenças para os pequenos lá na frente.




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