Agronegócio puxa balança comercial e Brasil fica mais forte no comércio exterior

Setor é responsável por 44,6% de todas as nossas exportações. Em 2017, balança comercial atingiu recorde de US$ 67 bilhões.

Brasil - 11/03/2018 - 13:15:37 | Atualizado: 11/03/2018 - 13:23:21


Responsável por quase metade das exportações brasileiras, a venda de produtos agropecuários tem tido uma grande importância para o saldo comercial brasileiro. Como a agropecuária foi uma das maiores responsáveis pelo crescimento da economia brasileira no ano passado, as vendas desses produtos cresceram e ajudaram a tornar o Brasil ainda mais forte no comércio exterior.

“Se ano passado não houvesse o desempenho da agropecuária, o PIB [Produto Interno Bruto] cresceria menos”, afirmou o economista-chefe do banco Haitong, Jankiel Santos. “Não é que a agropecuária seja mais importante, mas ela tem um peso maior na balança comercial”, resumiu.

Mais competição

Para o economista, com a retomada da atividade econômica, as importações devem crescer neste ano, o que significa que o saldo deverá vir menor que o recorde histórico de US$ 67 bilhões registrado em 2017. No entanto, ele afirma que isso está longe de ser um problema. “Você tem acesso a produtos que não possuem no País e gera uma competição maior para os produtores internos”, pontuou. Segundo ele, com maior competição, os preços tendem a ficar melhores para o consumidor brasileiro.

Brasil mais forte

Agronegócio puxa balança comercial e Brasil fica mais forte no comércio exteriorA balança comercial é um saldo entre a quantidade de exportações e importações. Quando se exporta mais do que se compra de outros países, o saldo comercial fica positivo, e vice-versa. Nos últimos anos, o Brasil recuperou sua capacidade de exportar e os saldos têm atingido sucessivos recordes.

Isso é importante porque quanto mais positiva for a balança comercial, mais o Brasil fica preparado para enfrentar problemas no contexto da economia global. “Se você tem geração de superávits comerciais, fica mais fácil para pagar serviços trocados com outros países, o que reduz a dependência do País em relação a recursos captados lá fora para se financiar”, explicou Serrano.

PIB agropecuário

Para o coordenador do Núcleo Econômico da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Renato Conchon, o resultado dessa aposta em tecnologia fica clara quando se avalia o desempenho da economia no ano passado. A agropecuária foi um dos principais motores do PIB em 2017.

“O produtor rural investiu em um pacote tecnológico avançado na safra 2016/2017 e foi coroado com um excelente clima, o que garantiu uma safra recorde de 238 milhões de toneladas”, relata. “Tudo isso mostrou a importância do setor agropecuário brasileiro para a sociedade e para a economia brasileira”, comemora.

Renda no campo

Pesquisas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos confirmam a força do produtor rural brasileiro. Esses dados revelam que a renda obtida no campo, no Brasil, cresce a um ritmo muito maior que o do restante do mundo. Em solo brasileiro, a renda dos produtores avança a 4,28% a cada ano. Na China, que aparece em segundo lugar nesse ranking, o avanço é de 3,25%. Os norte-americanos aparecem em sétimo, com 1,93%.

“Os resultados de produção de grãos levaram o País a tornar-se um grande produtor de alimentos e um dos maiores produtores e exportadores de carnes”, afirma o coordenador-geral de Estudos e Análises do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Garcia Gasques.

O técnico do ministério também pondera que entre 1975 a 2016, 80,6% do crescimento da produção agropecuária no País foi puxado por ganhos de produtividade. Nesse período, explica Gasques, a produção de grãos passou de 40,6 milhões de toneladas para 187 milhões de toneladas e a pecuária aumentou de 1,8 milhão de toneladas para 7,4 milhões de toneladas.


Fonte: O VIGILANTE ONLINE com informações do Ministério da Agricultura


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