Centro de Equoterapia J. Moreno e Clube do Cavalo de Cataguases iniciam parceria com apoio da Unopar

Os atendimentos em Cataguases serão realizados às sextas-feiras, das 08h00 às 16h00. 





O Centro de Equoterapia J. Moreno, sediado em Leopoldina no Haras Sama, ao lado da subestação da Energisa, no Km 1 da BR-120, acaba de firmar uma parceria com o Clube do Cavalo de Cataguases, localizado no bairro Taquara Preta, onde os atendimentos serão iniciados entre os meses de agosto e setembro.  

Inaugurado em Leopoldina no dia 22 de abril de 2017, o Centro de Equoterapia J. Moreno desenvolve um trabalho que é indicado para pacientes com Síndrome de Down, paralisia cerebral, distúrbios motores, depressão, ansiedade, autismo, distúrbios de fala, déficit de atenção e a hiperatividade, entre outros.

Os organizadores do projeto também pretendem aproximá-lo da APAE de Cataguases, e segundo as informações a entidade já teria sido procurada, ficando de dar uma resposta quanto a participar do projeto. Os atendimentos em Cataguases serão realizados às sextas-feiras, das 08h00 às 16h00. 

De acordo com a Fisioterapeuta Mariana Barbosa Crespo (foto abaixo), Responsável Técnica pelo Projeto, após visitar o Centro de Equoterapia J. Moreno, o Presidente do Clube do Cavalo de Cataguases, Leandro Serapião Souza, comentou que havia tentado fazer um projeto como esse, mas até então não conseguira implantá-lo, pois faltava mão de obra, apesar de possuírem o espaço e possibilidade de conseguirem os animais. Mariana prontificou-se a levar o projeto para Cataguases, e posteriormente visitou o Clube do Cavalo para conhecer o local. “Lá estavam o presidente Leandro e o Ezequiel, que também toma conta do Clube. Expliquei como funcionava o projeto em Leopoldina. Eles gostaram da idéia e definiram que iriam colocá-la em prática”, descreveu a fisioterapeuta. 

Mariana Barbosa Crespo

Para o presidente do Clube do Cavalo, Leandro Serapião Souza (foto abaixo), a chegada da Equoterapia em Cataguases representa muito para o Clube: “Esse projeto vai ajudar muitas crianças, e o espaço aqui é muito bom. A idéia da Equoterapia é boa demais, assim como outros projetos que incentivem as nossas crianças. A aceitação é total aqui no Clube do Cavalo”, afirmou Leandro.  

Leandro Serapião Souza

A Equoterapia, na essência, é indicada a partir de dois anos de idade, salvo alguns casos. Mas, todos os praticantes, pacientes ou alunos, antes de começarem qualquer forma de terapia dentro da Equoterapia, seja com a psicologia, fisioterapia, pedagogia, passam pela avaliação de toda a equipe, pra saber se é indicado, qual vai ser o caminho a ser tomado, e se aquele momento é o momento dele começar. “Ninguém começa sem passar pela avaliação da equipe”, alertou Mariana.


Devido aos custos para montagem do projeto, que necessita de materiais muito específicos sem os quais não poderiam dar início às atividades, os organizadores do projeto começaram a buscar parcerias, até que conheceram em Leopoldina a Pedagoga Eliane Cristina Pereira de Medeiros, da Unopar, que estava procurando por aulas de equitação para sua filha, de 7 anos de idade e se interessou em apoiar a iniciativa. “Estamos com o Projeto Social da Unopar apoiando a Equoterapia em Cataguases”, confirmou Eliane. A empresária avalia que a implantação da Equoterapia será um grande ganho para a sociedade cataguasense, “porque a área educacional da reabilitação das crianças é uma carência que nós temos”, declarou. 


Parceria 

A Pedagoga Eliane Cristina Pereira de Medeiros (foto abaixo), Diretora da Unopar, disse que a idéia de apoiar a chegada da Equoterapia em Cataguases surgiu quando sua filha se interessou em fazer aulas de equitação. “Comecei a procurar esse projeto aqui na cidade, não encontrei nenhum profissional, e aí após alguns meses procurando eu cheguei ao Haras em Leopoldina e me deparei com o projeto da Equoterapia. Vi as crianças em reabilitação, além também da equitação que eu consegui pra minha filha. Eu vi ali uma grande realização trazendo isso pra Cataguases. Além do ensino superior eu trabalho em escola pública no município de Cataguases e a gente identifica dentro da sala de aula crianças com problemas de alfabetização, de atenção, de hiperatividade, e que têm uma afinidade com cavalo. Eu tenho um aluno que não está alfabetizado e tem domínio completo de cavalo. A maior paixão dele é estar em cima de um cavalo, é participar de uma cavalgada. Então, quando eu visualizei o projeto da Mariana na prática eu enxerguei ali a oportunidade de atuar, enquanto pedagoga, para trazer uma alfabetização, um trabalho pedagógico a esse aluno, a essa criança que tem a dificuldade de sentar numa carteira escolar e aprender, mas que em contrapartida ele domina um cavalo em todos os sentidos”, justificou.

Eliane Cristina Pereira de Medeiros

“Na Unopar a gente já trabalha e faz vários eventos na responsabilidade social através de plantio de hortas em escolas, apoio ao Asilo, programas de apoio à leitura nas escolas públicas através dos nossos alunos, entre outros projetos. Então eu enxerguei aqui um momento da gente trazer a nossa responsabilidade social num outro segmento, a Equoterapia, e reintegrar esses alunos e oportunizar às nossas crianças que apresentam deficiências, que são usuárias tanto da APAE quanto das escolas públicas que o município de Cataguases tem, o núcleo de apoio a estas crianças também, uma oportunidade da inclusão, de socialização, de solução para os problemas da terapia. Foi quando eu abracei o projeto junto com a Mariana”, concluiu.

Equoterapia e Equitação

A fisioterapeuta Mariana Barbosa Crespo falou sobre as diferenças entre a Equoterapia e a Equitação. “Como o nome diz, Equoterapia é uma terapia. Usamos para pessoas que têm necessidades terapêuticas, motoras, da parte da psicologia, fonoaudiologia, até mesmo da parte educacional, porque a gente consegue incluir o pedagogo nas sessões, na terapia. Então ela tem o direcionamento terapêutico, uma reabilitação, qualquer que seja ela.”


Segundo as explicações, “a equitação é pra quem quer aprender a andar a cavalo. Não tem nenhuma necessidade especial, a parte motora é ok, a parte fonoaudiológica é ok, tudo é ok, mas ‘eu’ quero aprender a andar a cavalo. A visão e a forma de atuar são outras, são outros profissionais envolvidos.” 

Diferente da equitação, dentro da Equoterapia há a equitação terapêutica. “Por exemplo, nós temos dois praticantes que têm hiperatividade, certo déficit de atenção, precisando ser trabalhada a concentração, estas rotinas. Ele vai aprender a andar a cavalo, mas toda a roteirização do animal, de pegar, limpar, selar, será trabalhada de forma que ele crie uma rotina, atenção, concentração”, argumentou Mariana, revelando que em Cataguases nós implantaremos a Equoterapia com a equitação terapêutica, dependendo da necessidade do praticante. A equitação, se surgir a oportunidade e alguém queira fazer o trabalho nós podemos associar, mas será para um outro momento. 

A psicóloga Lívia Garcia (foto abaixo) argumentou que a psicologia é uma parceira da Equoterapia. “A Equoterapia desenvolve globalmente toda a pessoa. Com a interação com o meio, podemos desenvolver um amplo trabalho, estimula-se a cognição, sensibilidade, autoestima, autonomia. Essa troca com o meio ambiente e com o cavalo instigam ao desenvolvimento da afetividade pra criança, é gratificante”, observou, explicando que o trabalho na Equoterapia é desenvolvido em equipe, quando todos os profissionais entram no contexto.

Lívia Garcia

Roberto Bartole Vargas, noivo de Mariana, considera que seria muito importante se as instituições que existem em Cataguases pudessem promover a informação do projeto da Equoterapia junto aos pais ou aos responsáveis pelas crianças.

Roberto Bartole Vargas e Mariana Barbosa Crespo

Para maiores informações os interessados em participar do Projeto de Equoterapia podem entrar em contato pelos telefones 9 88446509, 9 88425683, 9 1148870 e 9 9886113.

Fonte: O VIGILANTE ONLINE


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