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Em dois dias, três acidentes envolvendo motos em Leopoldina

Por Júlio Cesar Martins | Artigo - 19/11/2018 - 10:53 | Atualizado: 19/11/2018 - 10:38

Equipe do SAMU durante atendimento a vítima de acidente neste domingo (18) no Rosário.

Uma sequência de recentes acidentes em Leopoldina envolvendo motocicletas motiva a abordagem do assunto e a abertura, mais uma vez, da discussão sobre a questão do trânsito. Neste final de semana foram registrados três acidentes com motos: na tarde do dia 17 na Rua Acácio Serpa, em um dos trevos de acesso ao Bairro Três Cruzes na BR-116 e na Rua Padre José Gomes Domingues (Rosário), no domingo (18).

Antes de tudo é preciso compreender a amplitude da definição de "Trânsito", que envolve desde os veículos e vias utilizados para seu fluxo, até o mais vulnerável dos atores deste tema: o pedestre. Não é de agora que observamos condutores de motocicletas abusando da velocidade nas ruas, avenidas e rodovias da cidade, desrespeitando os semáforos fechados na região central ou realizando ultrapassagens, muitas das vezes de maneira forçada. 

Isso não os torna vilões do trânsito, pois infrações também são cometidas pelos motoristas e até por pedestres, que parecem desconhecer sua responsabilidade neste contexto, pois nos lugares onde existem faixas de pedestres muitas pessoas não as utilizam. Há também o hábito de andar na rua e não no passeio, disputando espaço com os veículos. E ainda podemos incluir nesta relação de problemas as bicicletas trafegando pela contramão, basta observar o que acontece em ruas como a Presidente Carlos Luz, Cotegipe e Tiradentes.  

Radares nos trechos das rodovias que passam por bairros do município, como o Bairro Três Cruzes, são reivindicados há anos por aquela comunidade. Mais faixas de pedestres são necessárias, mas além de não serem implantadas, muitas delas, como as que se localizam na região do Rodo, deixaram de existir. Neste local, que distribui o fluxo de veículos para a Avenida Getúlio Vargas, Rua José Peres, Praça Félix Martins, Custódio Junqueira e Gabriel Andrade Junqueira, além do intenso número de motos, automóveis, caminhões e ônibus, existe uma escola, e serve de passagem para quem se desloca do centro para os bairros e destes para o centro, ou em direção ao CEFET, Rodoviária, dentre outros destinos. 

Falhas na sinalização, buracos e outros problemas só reforçam a necessidade de uma ampla discussão oficial, envolvendo autoridades e populares, para que sejam definidas as ações a serem adotadas se quisermos evitar tragédias e mais acidentes, que, aliás, consomem os já escassos recursos públicos destinados ao atendimento médico hospitalar, paralelamente ao acionamento das equipes do SAMU. 

Sobre este aspecto, os serviços de resgate nas ruas, os atendimentos de emergência dos hospitais e mesmo as unidades de terapia intensiva cada vez mais são dominados pelas vítimas de acidentes de motocicletas.

De acordo com levantamento publicado pelo Jornal do Senado, muitos fatores podem explicar o rápido crescimento das mortes de motociclistas. Segundo a matéria, todos os estudos recentes apontam que as causas principais são procedimentos de risco dos próprios condutores, como andar no chamado corredor das vias, e também o consumo de álcool. “Se o risco de morrer em uma colisão de automóvel já é significativo, a depender das circunstâncias do acidente, sobre uma motocicleta essas chances são 20 vezes maiores. Esse número sobe para 60 vezes se a pessoa não estiver usando o capacete, item obrigatório pela legislação”, diz o texto. 

Dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) e do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) revelam que em 2011 ocorreram 72,4 mil internações de vítimas de acidentes de trânsito. Desse total, 35,7 mil foram vítimas de acidentes de moto, o que representa quase 50%.

Portanto, o que estamos a testemunhar em Leopoldina não é um fato isolado, parece ser uma tendência, e por isso merece uma atenção especial.

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Fonte: Jornal O Vigilante




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