Quadrilha presa em Leopoldina teve flagrante ratificado pela Polícia Civil

Por Júlio Cesar Martins | Polícia - 09/01/2019 - 14:12 | Atualizado: 10/01/2019 - 18:58

Nove indivíduos com idades entre 23 e 37 anos foram presos nesta terça pela PM no Bairro Fortaleza. Alvo seria uma empresa de transporte de valores em Muriaé.


Ação da Polícia Militar prendeu quadrilha fortemente armada em Leopoldina nesta terça-feira (8).

Ação da Polícia Militar prendeu quadrilha fortemente armada em Leopoldina nesta terça-feira (8).

A Polícia Civil ratificou os flagrantes dos nove homens presos pela Polícia Militar na manhã da terça-feira (8) em uma chácara no Bairro Fortaleza, em Leopoldina. Em entrevista concedida ao Jornal O VIGILANTE ONLINE, o Delegado Regional da 3ª DRPC de Leopoldina, Carlos Eduardo Santos Rodrigues (foto), contou que os trabalhos de lavratura dos flagrantes foram iniciados na terça e concluídos às 06h30 desta quarta-feira (9), sob um esquema de segurança reforçado por três equipes de Investigadores da Polícia Civil. 

Após os flagrantes terem sido ratificados, os nove presos, com idades entre 23 e 37, naturais de Belo Horizonte (3), Coronel Fabriciano, Muriaé, Nanuque, Linhares (ES), São Paulo (SP) e Simões (PI), foram encaminhados para o Presídio de Leopoldina, de onde seriam transferidos ainda nesta quarta. A reportagem apurou que esta transferência está sendo tentada pela administração do presídio local, mas até o fechamento da matéria não havia sido confirmada pela Secretaria de Estado de Administração Prisional (SEAP).

No local foram apreendidos armas, munições, coletes a prova de bala, veículos, uma quantia em dinheiro e um caderno de anotações.

De acordo com o Delegado Regional, o Delegado Rafael Sporck e a Delegada Gisela Borges de Matos, que conduziram a lavratura dos flagrantes, tiveram a iniciativa de chamar o Identificador da Polícia Civil para colher as impressões digitais dos envolvidos, para confirmar suas identidades. "Durante a lavratura do flagrante foi constatado que 3 dos presos estavam com documentos falsos, o que é um problema sério, pois se houver algum erro ao dar entrada nos nomes uma pessoa inocente que teve seu nome utilizado pode vir a ter um registro criminal", explicou o Dr. Carlos Eduardo, justificando que devido a complexidade da situação, irá designar mais delegados e investigadores para atuarem no caso. 

Segundo o Delegado, alguns membros da organização criminosa teriam informado aos militares que o alvo seria uma empresa de transporte de valores em Muriaé. "Até o momento estaria descartada a hipótese dos criminosos tentarem assaltar algum Banco, modus operandi de explosão de caixas eletrônicos, porque não foram encontrados explosivos", complementou Carlos Eduardo. 

O Delegado declarou que a investigação continuará, agora sob a coordenação da Agência de Inteligência da Delegacia Regional de Polícia Civil de Leopoldina com o objetivo de identificar a origem das armas, os contatos dessa quadrilha para adquirir as armas e o mapeamento dos seus possíveis alvos. "Encaminhamos todas as informações para os Departamentos Especializados da Polícia Civil em Belo Horizonte, o Departamento de Operações Especiais (Deoesp) e o Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri)", revelou Carlos Eduardo, que considera a prisão dessa quadrilha uma das maiores Operações desenvolvidas pela Polícia Militar na região.

"Foi muito importante o trabalho feito pela PM, um trabalho de excelência. Não é algo simples chegar até a prisão desse tipo de quadrilha e apreender essa quantidade de armas", afirmou.


Ao final da entrevista, Carlos Eduardo acrescentou que o trabalho da Polícia Civil agora é identificar e saber os vínculos destas pessoas. "Tentaremos apurar por onde eles passaram, quais são os contatos deles para adquirirem o armamento e a gente espera que sejam identificados mais membros desta organização criminosa", concluiu o Delegado Regional. 

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A Operação da Polícia Militar em Leopoldina, que contou com a implacável atuação dos militares da 37ª Companhia PM de Leopoldina sob o comando do Tenente Gilmar Seoldo, comandante local da corporação, com apoio do Grupamento Especial de Recobrimento (GER) de Juiz de Fora, foi supervisionada pelo Comandante da 4ª Região de Polícia Militar de Juiz de Fora, Coronel Alexandre Nocelli, a partir de uma investigação da PM em Belo Horizonte, sequenciada em Muriaé pelo 47º Batalhão da PM daquele município, além do 21º BPM de Ubá e do apoio do GER de Juiz de Fora. A Operação foi denominada "Coruja" e teve no comando o Tenente Coronel Joedson, comandante do 47 BPM de Muriaé.









Fonte: Jornal O Vigilante



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