Justiça de Minas Gerais determina bloqueio de R$ 1 bilhão da Vale após desastre em Brumadinho

O VIGILANTE ONLINE/G1 MG | MG - 26/01/2019 - 10:53 | Atualizado: 26/01/2019 - 22:22

Até o momento, há confirmação de 34 mortos.


Segundo os bombeiros a lama ainda não está assentada e pode se mover, por isso o trabalho de resgate é muito delicado.

Segundo os bombeiros a lama ainda não está assentada e pode se mover, por isso o trabalho de resgate é muito delicado.

A Justiça de Minas Gerais determinou no fim da noite de sexta-feira (25) o bloqueio de R$ 1 bilhão em contas da Vale, após o rompimento da barragem da mineradora em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. O acidente foi no início da tarde desta sexta. Até o início da madugada deste sábado (26), havia 9 mortes confirmadas pelos bombeiros, até 350 desaparecidos e 189 pessoas resgatadas. Na tarde de hoje o Corpo de Bombeiros confirmou 34 mortes.

Segundo decisão liminar do juiz Renan Chaves Carreira Machado, o bloqueio atende a um pedido do governo do estado de MG para "imediato e efetivo amparo às vítimas e redução das consequências" do desastre. O valor bloqueado deve ser transferido para uma conta judicial. Entre outras medidas, a mineradora também fica obrigada a apresentar um relatório sobre as medidas já tomadas de ajuda às vítimas em até 48 horas.

Na sentença, o juiz determina ainda:
  • que a mineradora cumpra protocolo para desastres, para estancar os vazamento da barragem em até 5 dias;
  • que dê início à remoção do volume de lama lançado pelo rompimento da barragem
  • que realize mapeamento para elaborar um plano de recomposição da área afetada
  • que adote medidas para evitar a contaminação de nascentes
  • que controle, imediatamente, a proliferação de pragas e vetores de doenças

Barragem da Vale se rompe em Brumadinho, na Grande BH

Neste sábado, as equipes de busca contam com 13 aeronaves: 5 do Corpo de Bombeiros de MG, 4 da Polícia Militar de MG, 2 da Polícia Civil de MG, 1 da FAB e 1 do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. Além disso, os Bombeiros de São Paulo irão ajudar no trabalho.

Quase 100 bombeiros foram enviados à área atingida, e a previsão é que o número de socorristas chegasse a 200.

Segundo os bombeiros, os desaparecidos estimados estão distribuídos da seguinte maneira:

  • Entre 100 e 150 pessoas na área administrativa que ficava nas proximidades da barragem que rompeu;
  • Aproximadamente 30 pessoas estão na região da Vila Vértico;
  • Aproximadamente 35 pessoas estavam pousada Nova Estância;
  • De aproximadamente 100 a 140 pessoas na região do Parque das Cachoeiras.

O tenente porta-voz dos Bombeiros, Pedro Aihara, disse à GloboNews na manhã deste sábado que os bombeiros acreditam que ainda podem encontrar vítimas vivas no meio da lama. Parentes de pessoas com as quais não se consegue contato estão indo ao Instituto Médico Legal (IML), em Belo Horizonte, à procura de notícias de desaparecidos.

A Vale divulgou em seu site uma lista com mais de 400 nomes de pessoas com as quais ainda não foi conseguido contato, entre funcionários próprios e terceirizados. Veja a lista.

O que se sabe até agora

  • Rompimento ocorreu no início da tarde na Mina do Feijão, da Vale, em Brumadinho;
  • Mar de lama destruiu casas;
  • Havia empregados da Vale no local atingido pelo rompimento;
  • Há 34 pessoas mortas;
  • 22 pessoas estão internadas em serviços de saúde de Belo Horizonte e de Brumadinho;
  • Corpo de Bombeiros e Defesa Civil estão no local; helicópteros resgatam pessoas ilhadas em diversos pontos;
  • Ao menos seis prefeituras emitiram alerta para que população se mantenha longe do leito do Rio Paraopeba, pois o nível pode subir. Às 15h50, os rejeitos atingiram o rio;
  • Rodovia estadual que leva a Brumadinho está fechada;
  • Governo montou gabinete de crise; Bolsonaro vai sobrevoar o local no sábado;
  • Por precaução, o Instituto Inhotim retirou funcionários e visitantes do local.


Bolsonaro em MG
O presidente Jair Bolsonaro chegou em Belo Horizonte por volta das 9h30 e sobrevoa de helicóptero a região atingida para "tomar as medidas cabíveis".


O presidente também assinou um decreto que cria o Conselho Ministerial de Supervisão de Respostas a Desastre para atuar no desastre. O documento foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União.

Também foi criado um Comitê de Gestão e Avaliação de Respostas, para acompanhar as ações de socorro, de assistência, de restabelecimento de serviços essenciais afetados, de recuperação de ecossistemas e de reconstrução.

Após o rompimento da barragem em Brumadinho, o governo federal anunciou a criação de gabinetes de crise para monitorar a situação na região e definir as medidas a serem adotadas.


Fonte: G1 MG, com fotos da TV Globo e Corpo de Bombeiros



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