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Leitores se mostram preocupados com barragens na região após tragédia em Brumadinho

O VIGILANTE ONLINE | Região - 28/01/2019 - 19:03 | Atualizado: 05/02/2019 - 10:55

Procurada pela Reportagem, CBA emitiu Nota informando sobre seu sistema de segurança nas barragens de Itamarati de Minas e Miraí.


Fotos: Hercyl Neto/Arquivo Pessoal

Fotos: Hercyl Neto/Arquivo Pessoal

Moradores da região de Leopoldina e Cataguases demonstraram nos últimos dias preocupação pela falta de informações sobre o estado em que se encontram as barragens localizadas em Miraí e Itamarati de Minas. Mensagens via WhatsApp e postagens nas redes sociais demonstraram a insegurança dos internautas depois da tragédia ocorrida em Brumadinho na última sexta-feira (25) e em Mariana, há três anos. 

Conforme apurado pelo jornal O VIGILANTE ONLINE, uma lei sancionada em 2010 obriga as mineradoras responsáveis pelas barragens a ter um plano de ação emergencial, com ações imediatas a serem adotadas em caso de ruptura na barragem, além de alertas às comunidades afetadas. 

Em 2003, um acidente em uma barragem da Indústria Cataguases de Papel espalhou aproximadamente 1 milhão de metros cúbicos de rejeitos industriais na Bacia Hidrográfica do Paraíba do Sul. Na ocasião, uma multa de R$ 50 milhões foi aplicada pelos órgãos responsáveis. Em 2007, uma barragem de bauxita que já havia vazado em 2006 se rompeu prejudicando toda a fauna e flora daquele município, além de destruir propriedades rurais de Miraí e Muriaé. Em 2009, outra barragem teve problemas, o que fez com que a empresa liberasse de forma controlada seus efluentes para esvaziar duas represas, o que foi concluído após três anos de acompanhamento.

Procurada pela Reportagem, a Assessoria de Imprensa da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), do Grupo Votorantim, esclareceu através de Nota que possui um sistema robusto de gestão de segurança que garante a integridade física de suas barragens. Ainda de acordo com a Nota, a assessoria informou que esse sistema contempla monitoramentos diários, semanais e mensais, que são enviados aos órgãos fiscalizadores de acordo com a legislação. 

Barragem da CBA em Itamarati de Minas. Foto divulgada pelo vereador Hercyl Neto, que esteve no local juntamente com o vereador Sargento Jorge Roberto, ambos de Cataguases.

A CBA ressaltou que além do monitoramento interno, as barragens são auditadas mensalmente por uma empresa independente especializada e de competência reconhecida internacionalmente e em termos de engenharia, a estrutura das barragens de Miraí e Itamarati de Minas não guardam similaridade com barragens que utilizam o próprio rejeito na sua construção.

A CBA lamentou profundamente o ocorrido no último dia 25, em virtude do rompimento da barragem em Brumadinho e se solidarizou, com extremo pesar, com todos aqueles que tiveram suas vidas de alguma forma impactada com o fato.

PM de Cataguases divulga mensagem do Comandante do 3º Pelotão de Meio Ambiente daquele município

O Comandante do 3º Pelotão de Meio Ambiente de Cataguases, Tenente Francisco Carlos Fernandes Tavares (foto), divulgou mensagem na qual declara que devido ao trágico rompimento da barragem da Vale em Brumadinho têm ocorrido diversas divulgações de mensagens em redes sociais e aplicativos de mensagens acerca de eventual risco na estabilidade e segurança das barragens em nossa região, especialmente as da CBA em Itamarati de Minas e Miraí e a da Bela Ischia em Astolfo Dutra. “Por força do Decreto Estadual 46.933/2016, as barragens de rejeitos passaram a ser vistoriadas periodicamente por profissionais especialistas em segurança de barragens, com encaminhamento dos relatórios à SEMAD e à Agência Nacional de Mineração”, informou no texto o Comandante do 3º Pel Mamb – Cataguases, acrescentando que o Ministério Público Mineiro, através do NUCRIM também realizou vistoria nas barragens que não tiveram sua estabilidade garantida, como é o caso da Bela Ischia (Inventário de Barragens 2017), recomendando medidas corretivas.

“Neste contexto, não há informações de eventuais comprometimentos das citadas barragens, pelo que entendemos que notícias oriundas de fontes desconhecidas ou não apropriadas não devem ser difundidas para evitarmos mais apreensão nas comunidades”, afirmou o Tenente Carlos, citando que “diante do trágico acidente, acreditamos que os protocolos de fiscalização deverão ser reavaliados pelos órgãos responsáveis.”

Ao final, o militar revela que a Polícia Militar do Meio Ambiente irá solicitar à SEMAD (Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais) uma nova vistoria na barragem da CBA em Itamarati de Minas, bem como entrará em contato com as empresas citadas.
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Fonte: Jornal O Vigilante




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