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Quase 18 mil casos de dengue são registrados neste ano em Minas

O VIGILANTE ONLINE | MG - 12/02/2019 - 15:31 | Atualizado: 12/02/2019 - 18:38

Quatro mortes são investigadas.


Quase 18 mil casos de dengue são registrados neste ano em Minas- Foto: Agência Minas

Quase 18 mil casos de dengue são registrados neste ano em Minas- Foto: Agência Minas

Em uma semana, mais de cinco mil novos casos prováveis de dengue foram registrados em Minas Gerais, o que fez subir ainda mais os números da doença no Estado. Já são 17.860 notificações do início do ano até esta segunda-feira (11), quando a Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG) divulgou o balanço mais recente. Quatro mortes por suspeita de dengue estão sendo investigadas em 2019.

Ainda segundo o boletim, em Leopoldina foram registrados três casos prováveis de dengue de janeiro a 11 de fevereiro deste ano. Em 2018 foram 23 casos prováveis de dengue registrados, um de Chikungunya e nenhum para o zika vírus.


Nos últimos sete dias, 5.537 novos casos foram registrados no Estado. A maioria das notificações está concentrada em cidades das regiões Centro-Oeste e Norte de Minas. Só em Arcos foram 1.187 casos, o que equivale a cerca de 3% da população da cidade.

Atualmente, 38 municípios estão com incidência alta ou muito alta de dengue, o que demanda mais serviços de assistência à saúde por parte das prefeituras. Entram nesta lista todas as cidades em que o número de casos represente mais que 0,1% da população.

Infestação

Outro dado preocupante é a infestação do mosquito Aedes aegypti, vetor do vírus que transmite a doença. Por estarmos no período chuvoso, a ploriferação do inseto é maior, o que demanda mais cuidado da população. Apesar disso, 60 cidades mineiras estão com risco de ocorrência de surto de dengue, por estarem com LirAa (Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti) acima de 4% de infestação.

Outros 293 municípios estão em situação de alerta, enquanto 478 tem LirAa abaixo de 1%, o que é considerado satisfatório.

Outras doenças


A SES também divulgou dados de febre chikungunya e zika vírus. Até esta segunda, haviam sido registrados 317 notificações da febre e 92 casos do vírus.

A maioria dos casos de febre chikungunya foi registrada em Montes Claros, no Norte de Minas, com 10 casos; e Leopoldina, na Zona da Mata, com cinco. Não há incidência alta em nenhuma localidade do Estado.

Oito gestantes podem ter sido vítimas da chikungunya neste ano, mas os casos ainda estão em fase de confirmação. Até o momento, apenas dois foram confirmados por exames laboratoriais. Há ainda 26 registros de grávidas que contraíram zika em investigação. Nenhum foi confirmado.

Cuidados para evitar o Aedes devem ser intensificados no período de calor e chuva

As ações para controle e prevenção das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti devem ser mantidas durante todo o ano. Entretanto, a chegada das chuvas e o aumento das temperaturas tornam as medidas de prevenção ainda mais relevantes. Neste período, mais do que nunca, o ideal é eliminar recipientes que podem servir para acúmulo de água e, consequentemente, para a proliferação do mosquito.

Cerca de 80% dos focos do Aedes estão dentro das residências e o período de chuvas e calor é considerado o cenário ideal para proliferação do mosquito. Seu ciclo de reprodução pode variar de 5 a 10 dias, passando pela fase larvária até chegar à forma adulta. É a fêmea do mosquito que deposita seus ovos na parede interna dos reservatórios e estes podem permanecer viáveis por aproximadamente um ano.

Assim que o ovo entra em contato com a água, ele eclode e inicia o ciclo e, por isso, fazer vistorias detalhadas dentro de casa e nos quintais é fundamental para eliminar possíveis focos. Por isso, quando o armazenamento de água for necessário, ele precisa ocorrer de forma adequada e segura, evitando que os recipientes se tornem criadouros do Aedes.

Entre as ações de prevenção e controle do Aedes está o cuidado com o armazenamento de lixo, que deve ser mantido em recipiente fechado, além de acondicionar adequadamente os materiais para reciclagem que podem acumular água.

Manter a caixa d’água sempre limpa e totalmente tampada e as calhas livres de entupimentos são outras atividades fundamentais para a prevenção de novos focos. Os pratinhos de plantas precisam ser eliminados, além do cuidado especial com bebedouros de animais. Também é recomendável retirar o fundo de latas, caixas de leite e similares antes do descarte.

Fonte: Jornal Hoje em Dia e Agência Minas




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