Coluna do Professor Luiz Henrique L Vilas, PhD | SustentavelMente: Uma nova visão ambiental 

Por Luiz Henrique Lopes Vilas | Artigo - 03/03/2019 - 10:25 | Atualizado: 03/06/2019 - 23:53

Diante da importância das questões ambientais no dia a dia da sociedade, especialmente quando se fala em "sustentabilidade", o Jornal O Vigilante Online convidou o Professor Luiz Henrique Lopes Vilas, um dos mais qualificados estudiosos do tema, para escrever uma Coluna abordando situações reais, trazendo esclarecimentos que possam contribuir na melhoria das condições de vida da população a partir do acesso às informações, conceitos e técnicas, de modo a provocar naturalmente o debate sobre este tão pertinente assunto. Ao Professor Luiz Henrique desejamos sucesso e externamos o nosso agradecimento por compartilhar com o público leitor os seus conhecimentos.

Gestão Pública Sustentável

Por Luiz Henrique Lopes Vilas*
É garantido pela nossa constituição o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo (art. 225, Capítulo VI); e o Direito à educação ambiental em todos os níveis de ensino para a preservação do meio ambiente (inciso VI, § 1º, art. 225).

Assim, a preocupação ecológica passou a ser uma variável importante a ser considerada pelas administrações públicas. As pressões das ONGs, do governo e da sociedade em relação à demanda por uma maior qualidade ambiental, têm levado o poder público municipal a buscar respostas para estas exigências. Durante muito tempo a responsabilidade pelas políticas do meio ambiente estava centralizada nas mãos dos órgãos estaduais e federais. A partir da resolução n.º 237/97 do CONAMA - Conselho Nacional de Meio Ambiente, a avaliação dos impactos ambientais locais, causados pelos empreendimentos, passaram a ser competência do município.

No entanto, a principal responsabilidade do governo municipal é coordenar as ações e desenvolver, em conjunto com a sua comunidade, um pensamento ambiental coerente, visando a implantação de normas que permitam controlar a deterioração ambiental e buscar a necessária reabilitação das áreas mais afetadas. Para isso, deve assumir integralmente a sua missão de guiar o desenvolvimento sustentável de sua comunidade, com base em critérios de eqüidade social, desenvolvimento, econômico e proteção ambiental.

Atualmente, fala-se muito sobre ecologia, meio ambiente e manejo sustentado dos recursos naturais renováveis. Porém, somente uma pequena parte da população possui conhecimento suficiente para entender a dinâmica e as inter-relações que ocorrem entre os diferentes ecossistemas que existem no mundo. É preciso trabalhar no sentido de levar informações sobre o ambiente a todas as camadas sociais, na expectativa de que cada indivíduo seja atingido por uma consciência ecológica possível de reverter o processo de degradação assustadora que estamos vivendo. 

Antes, nossas preocupações voltavam-se para os efeitos do desenvolvimento sobre o meio ambiente. Hoje, temos de nos preocupar também com o modo como a deterioração ambiental pode impedir ou reverter o desenvolvimento econômico.

O manejo e destino dos resíduos sólidos, comerciais, domiciliares e industriais é um problema que envolve questões ambientais, econômicas e sociais, podendo ter graves conseqüências num futuro próximo.

É preciso ter um posicionamento avançado e crítico, frente a esta situação, buscando uma alternativa viável e condizente com a realidade atual.
São as alternativas que podem ser utilizadas para o gerenciamento dos resíduos sólidos urbanos, entre elas o 3R: RECICLAR, REUTILIZAR E REDUZIR A GERAÇÃO.

Após a implantação do 3R a gestão dos resíduos sólidos deve ser sustentada num tripé: separação e coleta seletiva, reciclagem e compostagem e aterro sanitário.

Somente através do uso de práticas de manejo, que não agridam o meio ambiente, pode-se assegurar a perpetuidade da produtividade dos ecossistemas para as futuras gerações. 

Por isso precisamos exigir  junto às administrações públicas, um modelo de gestão que assegure a preservação ambiental.
 
 
*Luiz Henrique Lopes Vilas, Ph.D
Ouro Verde Meio Ambiente e Negócios Sustentáveis




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