Trecho da Funchal Garcia com problemas na pavimentação gera transtornos a moradores e comércio

Por José Augusto Cabral | Ronda Vigilante - 07/03/2019 - 10:50 | Atualizado: 07/03/2019 - 14:50

Além dos problemas no São Cristóvão, em outra parte da cidade, no 'Terreirão', a comunidade sofre com a falta de acessibilidade, barro, iluminação precária, dentre outras reclamações.




Problemas na pavimentação da Rua Funchal Garcia, no Bairro São Cristõvão, na altura do número 20, prejudicam moradores e comerciantes estabelecidos no local. 

A reportagem do Jornal O Vigilante Online esteve naquela rua e conversou com a Sra. Amanda Cabral, uma das sócias do Salão de Beleza Amanda Coiffeur, em atividade há 11 anos naquele endereço, de terça a sábado. Segundo ela, constantemente o trecho está com poças d’água e lama, o que ocorre após as chuvas, ou com muita terra, devido ao sol, levando muita poeira para o interior do seu Salão e de sua residência, que fica no pavimento acima, e deve afetar outros imóveis próximos.  


 “Antes era asfalto e tinha muitos buracos. Depois colocaram os bloquetes e o problema continuou devido ao desnível da rua, que tem muitas ondulações”, contou Amanda, confirmando que aquela parte da rua sempre teve esse problema.  

O lugar conta com bocas de lobo, mas devido às ondulações a água não escorre até elas. De acordo com o relato da moradora, há alguns meses a rua foi aberta para realização de uma obra. ”Rasgaram a rua, mas não a arrumaram. Colocam pedras no lugar, mas não estão arrumando a rua. Quando chove é barro, lama, poça, os carros passam e jogam a lama”, reclamou, contando que comprou dois cones pra colocar em frente ao Salão na tentativa de diminuir os problemas. “Está prejudicando demais o trabalho”, desabafou Amanda. “Nós trabalhamos com noivas, por exemplo. Como uma noiva, com um vestido lindo, vai passar por aqui?”, mencionou, informando que já procurou a Prefeitura e a Copasa para tentar resolver o problema, mas ninguém resolveu. 

Amanda comentou que para piorar a situação, a conta de água aumentou de valor, porque ela está lavando sua calçada, molhando, pra que a lama ou a poeira não prejudiquem. Com um bebê nascido há aproximadamente 30 dias, Amanda ressaltou que os transtornos estão prejudicando a área profissional e a saúde de suas três crianças. 

Desde dezembro, quando ligou para a Prefeitura, Amanda aguarda providências. Na ocasião ela estava grávida de 8 meses, com problemas respiratórios, e disse que não foi bem atendida, acrescentando que enfrentou a falta de água por aproximadamente 20 dias. “Interrompiam o fornecimento de água no começo da manhã, que só retornava a noite. Não tinha como atender as clientes e então fechava o estabelecimento”, declarou. 

Terreirão

Do outro lado da cidade, no “Terreirão”, localizado entre as Ruas Joaquim Guedes Machado (também conhecida como Rua Três de Junho), Flores e Professor José Lintz, moradores aguardam ações da prefeitura municipal para resolver os vários problemas daquela comunidade, onde vivem cerca de 30 famílias. 


Guilherme Lima, que reside no local há mais de 40 anos, contou que os moradores enfrentam muitas dificuldades. Em um cenário composto de muita lama, buracos, poças, o acesso ainda é precário, sendo preciso melhorar a pavimentação com cascalho, pó de pedra ou saibro. “Estamos fazendo essas reivindicações à Prefeitura há muito tempo e a situação está se agravando”, comentou Guilherme. “Muitos idosos são prejudicados com todos estes problemas, e além deles temos uma iluminação precária, faltam poda de árvores e roçagem no terreno”, mencionou. 

Guilherme Lima lamentou que seu pai, o Sr. José Lima, tenha falecido recentemente sem ver as melhorias que foram prometidas pela prefeitura. Em novembro de 2017 foi solicitada a melhoria na entrada pela Rua Joaquim Guedes Machado, inclusive uma rampa para facilitar o acesso, por exemplo, do SAMU, em casos de emergência. 


A Reportagem entrou em contato com a Prefeitura através da Assessoria de Imprensa e aguarda retorno.

Fonte: Jornal O Vigilante



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