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Organizadores fazem balanço positivo do XV Encontro Nacional de Motociclistas de Leopoldina

Da Redação | Geral - 24/04/2019 - 20:03 | Atualizado: 03/05/2019 - 22:33

Cerca de 350 motoclubes visitaram a cidade nos dias do Motorock.


 
Nos dias 19, 20 e 21 de abril, Leopoldina sediou o XV Encontro Nacional de Motociclistas, reunindo turistas de várias partes do país e o público local na Praça João XXIII, onde a estrutura montada contou com shows de bandas e DJs, expositores, além do contato com diferentes motocicletas e triciclos vindos de diversas regiões, entre outras atrações. 

Realizado por representantes de três segmentos: comércio, poder público e motoclubes da cidade, o Motorock este ano alcançou os objetivos dos organizadores. É o que revelam em entrevista ao Jornal O Vigilante Online os empresários Víctor Guilherme Pereira Fernandes (Minas Tower) e Almir Bartoli de Noronha (Alltec e Spettos & Cia.), integrantes da Comissão Organizadora do Encontro. 

Víctor Guilherme Pereira Fernandes e Almir Bartoli de Noronha.

“O principal objetivo era voltar com o evento para a data original”, inicia Victor, mencionando que em 2018 o Encontro foi afastado da data devido a problemas de recursos da prefeitura para sua realização, “recursos que chegaram muito em cima da hora”, esclarece Victor, acrescentando que por esta razão, naquela ocasião o Encontro foi adiado para outra data, pois os organizadores acharam que com aquele prazo não daria pra ser feita a divulgação e um evento bacana como poderia ter sido feito. “Realizamos o evento mais pra frente, e foi péssimo, porque caiu na data do evento de motociclistas da cidade de Tiradentes”, relatou, argumentando que em termos turísticos Leopoldina não teve como competir na mesma modalidade de evento, dentro de Minas, com Tiradentes. 

Contudo, Victor (foto) reconhece que no ano passado o Motorock foi uma data ainda muito feliz pra cidade, porque o público esteve muito presente. “Nós tivemos um grande volume de pessoas na praça em 2018, apesar de não ter sido um volume muito grande de turistas e de motociclistas. Esse ano aconteceu praticamente o inverso. Por ter sido Semana Santa, por ser talvez um momento de reclusão de algumas pessoas ou porque muitos viajam ou vão pro sítio, várias coisas que são feitas, por ser um feriado maior, muita gente consegue parar de trabalhar na quinta-feira e é uma oportunidade única no ano de aproveitar um feriado mais longo, a gente sabia disso”, observa Victor. 

De acordo com o empresário, ao perceberem que a data do Motorock de Leopoldina, o 21 de abril, Dia de Tiradentes, cairia num domingo, decidiram voltar pra ela. “Acho que foi uma escolha acertada, porque para o turismo foi excelente. Nós tivemos muitos turistas na cidade. Tivemos mais de 700 motos em Leopoldina, segundo estimativa dos jornalistas Geraldo Correa e o Roberto Leal, que nós contratamos pra fazerem a cobertura do evento e que são do meio motociclístico. Levando em conta as pessoas que ficaram nos hotéis e também as pessoas que ficaram acampadas lá no CAIC, a gente sabe que estiveram aí em torno de 700 motos na cidade. E o evento de motociclista não atrai só o piloto, ele vem acompanhado. E normalmente vêm caravanas, outros vêm de carro, tem o público local aqui da região que vem de van, que vem de outros meios, por exemplo, o pessoal de Cataguases e Muriaé, que vem de carro e volta na mesma noite”, narrou Victor. 

Durante a entrevista, feita no Hall do Hotel Minas Tower, Victor e Almir destacaram que o evento não se resume a um encontro de motociclistas. “Ele é um festival de música sem igual na região. Talvez o festival de Piacatuba, que está em outro nicho de consumo e de público, se assemelhe, mas o potencial do Encontro Nacional de Motociclistas não tem igual na região. Então foi um evento espetacular e a gente atingiu os objetivos sim”, assegurou Victor. 

Victor, Almir e Flávio (Tecnosom), na condição de integrantes da Comissão Organizadora, participaram também em três etapas junto aos apoiadores e patrocinadores. “Inicialmente, fizemos o papel de prospectar, depois demos o retorno aos apoiadores, parceiros e patrocinadores através do material gráfico do evento e após a realização do Encontro retornamos e colhemos as informações sobre o evento”, detalhou Victor. 

Na avaliação de Almir (foto), não só o comercio da área central, mas também de várias partes da cidade, sentiu os reflexos positivos do festival. Paralelamente, a Feira de Artesanato (Feirinha), também funcionou na Praça e a Feira dos Produtores se transferiu temporariamente para a Praça Félix Martins. 

Perguntados pela reportagem se houve algum ponto negativo durante a programação, Almir e Victor responderam que não, citando apenas algo que poderia ser considerado um menor comparecimento da população local se comparado com anos anteriores. “Mas o número de turistas foi maravilhoso”, realçou Victor. 

“Nós temos a estimativa de que na sexta-feira mais de mil turistas estiveram na cidade e no sábado foram mais de 2.500 turistas”, enfatizou Victor, citando como exemplo o Hotel Minas Tower, que alcançou mais de 90% da sua lotação esgotada: “É um número excelente. Público recorde deste ano, com maior freqüência. Nós conseguimos ter pela primeira vez na sexta-feira, nos últimos dez anos, uma sexta-feira tão forte quanto o sábado em termos de hospedagem. E eu tenho certeza que isso se refletiu nos outros hotéis.” 




Ainda conforme estimativas dos organizadores, a sexta e o sábado alcançaram pelo menos R$ 525 mil reais através de despesas básicas (hospedagem, alimentação e outras despesas consideradas essenciais por um turista). “Para cada real investido aqui por visitante a comunidade investe 50 centavos para recebê-lo em caso de eventos”, pondera Victor. “Então, se levarmos em conta que entraram mais de 500 mil reais, metade disso (250 mil) foi investido na cidade para se alcançar este resultado, o que dá 750 mil reais, além do próprio custo da festa, estimado em 50 mil reais, o que nos remete à marca dos R$ 800 mil reais”, afirmou.  

Em uma rápida checagem percebe-se que durante o XV Encontro Nacional de Motociclistas e em função de sua realização foram contratados na cidade os serviços de sonorização, palco, 3 bandas e 3 DJs locais, gradil, treliças, portal, tendas, 22 seguranças por dia, funcionários temporários em vários estabelecimentos, além de uma estrutura com 12 banheiros químicos, dois deles adaptados para pessoas com necessidades especiais. Uma UTI móvel também guarneceu o evento, que transcorreu com tranqüilidade. 

Encontro Nacional de Motociclistas de Leopoldina/Divulgação   

Victor e Almir agradeceram às Polícias Militar e Civil pela atuação durante os dias do Motorock. Agradeceram também ao comércio local, de vários segmentos e regiões da cidade, pela colaboração com a organização. “As forças produtivas da cidade entraram conosco ‘em peso’ no evento. Praticamente 70 apoiadores – empresas e prestadores de serviços, autônomos, contribuíram e fizeram questão de participar”, testemunha Victor.

Ao final da entrevista os representantes da Comissão Organizadora falaram sobre o trabalho feito com os motoclubes em relação ao atendimento aos visitantes. “Os motoclubes locais fizeram um trabalho maravilhoso de recepção e hospitalidade para os 350 motoclubes visitantes que estiveram em Leopoldina durante o Encontro Nacional de Motociclistas deste ano. O café da manhã servido aos visitantes no CAIC é espetacular. Padaria, frutas frescas, hospitalidade de todos que participaram dessa frente. Foram 700 cafés da manhã ao longo do final de semana”, contabilizaram Almir e Victor, informando que apenas a estrutura do CAIC foi utilizada. “A padaria do CAIC, a farinha, tudo que saiu de lá foi levado pela organização. Não tem nada que foi utilizado do Poder Público”, esclareceu Almir, cuja informação foi complementada por Victor: “Inclusive resolvemos problemas, por exemplo, demos manutenção, consertamos chuveiros e torneiras com defeito, trocamos lâmpadas, tampas de vasos, substituímos vaso sanitário quebrado por um novo, é o mínimo que podemos fazer”, declarou.


Fonte: Jornal O Vigilante




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