Transporte de passageiros entre Leopoldina e Providência é prejudicado pelas péssimas condições da estrada

Por Júlio Cesar Martins | Cidade - 08/05/2019 - 20:43 | Atualizado: 10/05/2019 - 18:10

Chuva desta quarta-feira motivou a empresa Leopoldina Turismo a cancelar o horário das 15h00 para o distrito. Trechos críticos seriam a causa do problema.



Moradores do distrito de Providência e imediações enfrentaram dificuldades para retornarem de Leopoldina para suas casas na tarde desta quarta-feira, 8 de maio. Eles estavam na cidade e devido ao tempo chuvoso o ônibus da empresa Leopoldina Turismo que faz a linha até aquela área rural do município não realizou o trajeto, sob a justificativa de falta de segurança em razão da chuva. 

A Reportagem do Jornal O Vigilante Online tomou conhecimento da situação e esteve no Terminal Rodoviário Dr. Jairo Salgado Gama, onde conversou com os passageiros que aguardavam uma solução para a viagem até Providência e São Martinho. Eles informaram que todas as vezes que chove o ônibus da empresa Leopoldina Turismo, que faz a linha até Providência, não vai, conforme mencionou uma moradora do distrito. Outra senhora conta que havia mais de 30 passageiros aguardando o horário das 15h00, e que depois desse horário o ônibus com os passageiros foi até a Pinguda e voltou para a rodoviária. 

“O táxi é R$ 150 reais”, disse outra senhora, completando que a passagem de ônibus custa R$ 5,10 entre Leopoldina e Providência e R$ 6,50 entre Leopoldina e São Martinho. Segundo as pessoas que conversaram com a equipe de reportagem, o barro é a alegação da empresa para não realizar a viagem. 


Moradora em São Martinho, Dona Marlene estava com o braço quebrado, ficando desde o começo da manhã no Hospital e até àquela hora, no final da tarde, aguardando uma solução se haveria ou não a viagem até Providência. Tamires, 21 anos, faz tratamento de saúde em Leopoldina três vezes por semana. Ela estava preocupada com a situação, pois tem um filho de dois meses que ficou com uma prima em Providência para que ela pudesse vir até a cidade. 



Procurada pela Redação para comentar o ocorrido, a Leopoldina Turismo prontamente atendeu a equipe do jornal O Vigilante Online através dos irmãos Andréa Macedo Ferreira e Paulo José Macedo Ferreira, sócios da empresa. Eles explicaram que a situação na estrada entre Leopoldina e Providência é extremamente delicada quando chove. 

Segundo Andrea, para não ter o risco de algum problema maior, por experiência a empresa prefere não fazer a viagem daquele determinado horário, contando que já teve situação do ônibus ficar agarrado por dois dias até que conseguissem retirá-lo do atoleiro, sendo necessária a utilização de tratores. Andrea citou que em janeiro o carro chegou a ficar uma semana sem rodar na linha de Providência devido às chuvas, causando grande prejuízo para a empresa e também para a população. De acordo com ela, o ônibus escolar da empresa, que faz a mesma linha, também enfrenta o problema. 

Paulo José, irmão de Andrea, esclareceu que por volta das 15h00 desta quarta-feira o ônibus partiu para Providência, mas ao chegar no Bairro Pinguda a chuva ficou mais forte, momento no qual o condutor parou o ônibus e entrou em contato com a empresa, que por razões de segurança optou em não prosseguir com a viagem, pela falta de condições da estrada. 


“Já enfrentamos problemas nestas condições de chuva e o veículo foi danificado para que conseguíssemos retirá-lo do local”, narrou Paulo José. “Para que em uma eventualidade os passageiros não ficassem em risco, a empresa tomou essa decisão de não fazer a viagem sob chuva, levando em conta a precariedade da estrada”, justificou o empresário, que relatou ter ido, assim que tomou conhecimento da situação, até as imediações de uma propriedade rural logo depois do acesso ao Morro do Cruzeiro, onde observou que os veículos que se arriscavam transitar enfrentavam dificuldades, correndo riscos. “Se fosse o ônibus poderia cair numa vala ou acontecer algo mais grave, daí a medida de precaução em interromper a viagem”, argumentou Paulo José. 

“Nós consideramos que se chover não tem condições de rodar naquela estrada. Ela não está ensaibrada em determinados pontos críticos, que são poucos”, destacou o empresário, informando que a empresa já comunicou o problema à administração municipal.

Andrea e Paulo lamentaram o ocorrido nesta quarta-feira, reiterando que têm buscado junto à Prefeitura uma solução para o problema, que é recorrente. “Para a empresa não é interessante ficar sem rodar nos horários determinados, pois as nossas despesas continuam”, afirmou Paulo José, alegando que as despesas continuam mesmo que o ônibus não faça a viagem. “Esclarecemos aos moradores e usuários da linha que a empresa também é parte interessada na solução desse problema”, declarou Paulo. 

Os vereadores José Augusto Cabral e Jacques Villela, ao tomarem conhecimento da situação, compareceram na rodoviária de Leopoldina e conversaram com os moradores da área rural, providenciando o transporte alternativo para aqueles passageiros, além do transporte das compras e demais pertences das pessoas. A Polícia Militar foi acionada pelo vereador José Augusto Cabral, que orientou a fazer o registro do caso posteriormente, para as demais medidas. Os vereadores informaram que abordarão o ocorrido na próxima reunião da Câmara Municipal.

A reportagem entrou em contato com a Assessoria de Imprensa da Prefeitura e aguarda retorno.





Fonte: Jornal O Vigilante Online



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