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Secretaria de Saúde informa morte de criança por meningite em Muriaé

O VIGILANTE ONLINE | Região - 21/08/2019 - 17:44 | Atualizado: 23/08/2019 - 18:40

A menina estava internada no Hospital São Paulo desde terça-feira (20). A doença foi confirmada através de exames laboratoriais.


Secretário Adjunto de Saúde, Wescley Souza, secretário Municipal de Saúde, Paulo César de Oliveira, e o médico infectologista da Secretaria de Saúde, Daniel Licy, durante coletiva de imprensa em Muriaé.
Uma criança, de três anos, morreu nesta quarta-feira (21) por meningite em Muriaé. A informação foi divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que revelou ainda que a menina estava internada no Hospital São Paulo desde terça-feira (20).

Em nota, a Prefeitura de Muriaé informou que exames laboratoriais comprovaram a causa do óbito como sendo meningite por Haemophilus influenzae, uma infecção bacteriana aguda das meninges.

Segundo o infectologista do Setor de Epidemiologia da SMS, Daniel Licy, o caso é extremamente raro e as ações de profilaxia já estão sendo realizadas desde a manhã desta quarta em uma escola particular, que a criança frequentava, e com os familiares da vítima.


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Conforme a Secretaria de Saúde, foi solicitada à escola a garantia de informações sobre o estado vacinal das pessoas que tiveram contato com a menina, para fazerem parte das ações da SMS e saber a necessidade de imunizações.

A Secretaria Municipal de Saúde ainda informou que não há motivo para pânico e reforça que este é um caso isolado e raro e lamentou o falecimento da criança.

Nota da Prefeitura de Muriaé sobre caso de meningite

A Prefeitura de Muriaé, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), lamenta o falecimento de uma menina de 3 anos, na manhã desta quarta-feira (21), no Hospital São Paulo, devido à meningite. Segundo o infectologista do Setor de Epidemiologia da SMS, Daniel Licy, este é um caso extremamente raro e que ações de profilaxia estão sendo realizadas desde a manhã desta quarta-feira em uma escola particular onde a criança frequentava.

A menina foi internada na terça-feira (20) no HSP. Exames laboratoriais comprovaram a causa do óbito como sendo meningite por haemófilos influenza, uma infecção bacteriana aguda das meninges. Familiares, pessoas íntimas, profissionais da educação e de saúde e alunos que tiveram contato com a menina vão receber quimioprofilaxia por rifampicina, procedimento indicado para os contactantes íntimos expostos até sete dias do início dos sintomas.

A Secretaria de Saúde também solicitou à escola que garanta informações sobre o estado vacinal das pessoas que tiveram contato com a menina, para fazerem parte das ações da SMS e saber a necessidade de imunizações.

A Secretaria Municipal de Saúde informa que não há motivo para pânico e reforça que este é um caso isolado e raro. Mais uma vez, a Prefeitura lamenta o falecimento da criança e transmite a seus familiares os sinceros sentimentos de pesar.
 


Vacinação é fundamental contra meningite

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) reforça a importância da vacinação contra a doença, que é definida pela inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, chamadas meninges, e que pode ser causada por bactérias, vírus, fungos ou parasitas.

“As vacinas são consideradas uma das principais e mais relevantes intervenções em saúde pública no Brasil, em especial pelo importante impacto obtido na redução de doenças. O indivíduo que não se vacina coloca não só a própria saúde em risco, mas também a de seus familiares e outras pessoas com quem tem contato, além de contribuir para o aumento da circulação de doenças”, avalia a coordenadora estadual de imunizações da SES, Josianne Gusmão.

Casos da doença ocorrem ao longo de todo o ano, sendo a versão bacteriana mais comum no inverno e, a viral, no verão. Além das vacinas contra alguns tipos de meningite, medidas preventivas, como manter ambientes ventilados e arejados e lavar as mãos frequentemente, ajudam a interromper a disseminação de muitos vírus e bactérias causadoras da doença. Evitar compartilhar alimentos, bebidas, pratos, copos e talheres também é uma forma de prevenção.



Como é feito o tratamento?

Devido à gravidade, os casos suspeitos de meningite sempre são internados. Por esse motivo, ao se suspeitar da ocorrência da doença, é fundamental a ida até a urgência ou emergência mais próxima para devida avaliação médica.

Para o tratamento das meningites bacterianas são administrados antibióticos, em ambiente hospitalar; para as meningites virais, na maioria dos casos, não se faz tratamento com medicamentos antivirais. Em geral, as pessoas são internadas e monitoradas quanto a sinais de maior gravidade e se recuperam espontaneamente. Porém, alguns vírus, como herpes e influenza, podem provocar meningite e, neste caso, é indicado o uso de antiviral.

“A devida conduta sempre será determinada pela equipe médica que acompanha o caso. Por isso, é de fundamental importância que o indivíduo não deixe de procurar acompanhamento médico”, analisa a referência técnica em meningites da SES, Fernanda Barbosa.

Nas meningites fúngicas, o tratamento em geral é mais longo e, de acordo com o fungo identificado no organismo do paciente, altas e prolongadas dosagens de medicação são necessárias. “Nesses casos, a resposta ao tratamento dependerá da imunidade da pessoa. Pacientes que vivem com HIV/AIDS, diabetes, câncer e outras doenças imunodepressoras, por exemplo, são tratados com maior rigor e cuidado pela equipe médica”, avalia Fernanda.

Nas meningites causadas por parasitas, tanto o medicamento contra a infecção, como as medicações para alívio dos sintomas, são administradas pela equipe médica. Nestes casos, os sintomas como dor de cabeça e febre são bem fortes e a medicação de alívio dos sintomas se faz tão importante quanto o tratamento em si contra o parasita em questão.

Vacinas disponíveis no Sistema Único de Saúde

O SUS oferta no Calendário Básico de Imunização vacinas que protegem contra vários agentes causadores de meningite. São elas: A BCG (Meningite Tuberculosa), a Tríplice Viral (Meningite por sarampo e caxumba), a Pentavalente (meningite por Haemofilos influenzae b em crianças abaixo de 5 anos), meningocócica C conjugada e vacinas pneumocócicas conjugadas 10 valente (meningite pneumocócica – 10 tipos).

Sintomas

Os sintomas da meningite podem surgir de forma repentina e se caracterizam por febre, dor de cabeça, rigidez ou dor no pescoço, náuseas e vômitos. Manchas avermelhadas também podem surgir nas formas mais graves da doença, além de confusão mental, sonolência e dificuldade para acordar.

“Em recém-nascidos e lactantes, é comum surgir irritação, cansaço e falta de apetite. É importante observar a presença de qualquer um desses sinais e caso sejam detectados, o cidadão deve procurar imediatamente por assistência médica para iniciar o tratamento o mais rápido possível, caso necessário”, informa Fernanda Barbosa.


Fonte: G1 Zona da Mata | Foto: Prefeitura de Muriaé




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