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Queimadas, desmatamento e poluição: A natureza está em situação de emergência

Por Luiz Henrique Lopes Vilas | Artigo - 07/09/2019 - 11:11 | Atualizado: 08/09/2019 - 15:49


  Por Luiz Henrique Lopes Vilas*
As queimadas e o desmatamento na Amazônia deixaram bem claro um cenário que todos estão conseguindo enxergar: A preservação do meio ambiente é questão fundamental para a sustentabilidade das futuras gerações.

Mas não queremos aqui aprofundar o conhecimento científico sobre diversos fenômenos naturais ligados às mudanças climáticas ou mesmo discutir sobre aquecimento global, efeito estufa ou ciências ambientais. 

Segundo recente publicação da USP “Estamos em uma situação de emergência planetária” um dos principais desafios identificados por pesquisadores é a necessidade de uma melhor comunicação com a sociedade (e com seus atores econômicos e políticos) sobre os riscos e os impactos associados a essas mudanças — principalmente no que diz respeito aos impactos locais e sociais, que afetam diretamente a vida das pessoas. 

É preciso inovar na forma de se comunicar com a sociedade sobre o tema das mudanças climáticas, apostando em narrativas que combinem desafios globais com benefícios locais e individuais. Vocês acreditam que alguém em Leopoldina/MG vai mudar seu comportamento por causa do Urso Polar? 

Necessitamos mostrar a ciência em sua essência, ou seja, é preciso ensinar as deduções feitas a partir de fatos observados e demonstrados. Como exemplo, podemos afirmar que descartar o lixo inadequadamente certamente causa degradação do solo, subsolo e águas subterrâneas. Isso é real. Não precisa ser um cientista para entender um fato tão simples assim.

Pretendemos falar sobre o nosso compromisso pessoal com o meio ambiente, pois ficou claro que nas manifestações ocorridas recentemente, a população mostrou que é capaz de se mobilizar quando temas importantes, nesse caso o ambiental, exigem esse tipo de postura e atitude.

Independente se você debateu sobre o assunto nas redes sociais, eventos ou manifestações, gostaria de te dar uma sugestão:

Mobilize seus esforços e se comprometa com o meio ambiente cobrando, de forma inteligente e persistente, um melhor controle e monitoramento das ações da prefeitura e dos órgãos públicos perante os crimes ambientais que ocorrem em cada uma das cidades brasileiras diariamente.

É Importante se conscientizar de que uma simples tampinha de garrafa, um papel de bala ou uma bituca de cigarro jogada na rua, enfim qualquer resíduo ou efluente descartado de maneira incorreta, polui e afeta nossa meta de sustentabilidade para as gerações futuras. Isso é grave, mas infelizmente não chama a atenção como o fogo na Amazônia.

Devemos nos comprometer pela nossa cidade (localmente), da mesma forma que nos mobilizamos pela Amazônia (globalmente).

Alguém aqui conhece a realidade ambiental de Leopoldina?

Já observou como Feijão Crú e o Jacareacanga estão poluídos? Já parou pra pensar porquê? De quem é a culpa do que é descartado neles? É comum observar nesses córregos o descarte de resíduos domiciliares (sacolinhas de lixo), resíduos perigosos, lançamento de esgoto in natura, lançamento de efluentes oleosos, entre outros. 

Córrego do Bairro Quinta Residência - 05/09/2019

Então entenda:
O município precisa ter o Plano Municipal de Gestão de Resíduos (Lei 12.305/10) e o Plano Municipal de Saneamento Básico (Lei 11.445/2007) aprovado e regulamentado.

Esses dois planos, juntos, possibilitam e deixam o nosso município apto a receber e captar recursos destinados ao meio ambiente, que são financiados e licitados pelo setor público, e que podem ser aplicados nas melhorias das condições ambientais do município. 

Ambos os documentos técnicos mostram as diretrizes ambientais que devem ser seguidas pelo município, suas empresas e seus moradores para garantir a integridade do meio ambiente localmente.

Se agirmos assim, podemos trilhar um caminho na direção da erradicação de qualquer poluição que conhecemos na realidade do dia a dia no nosso próprio município. A população não pode se omitir dessa tarefa. É responsabilidade de todos cuidar do meio ambiente. 

É preciso evitar as queimadas e desmatamentos, mas também é importante combater os que poluem o meio ambiente descartando o lixo de maneira irregular, não dando tratamento e destinação final aos resíduos e efluentes perigosos de forma correta e adequada, além dos que queimam ou depositam lixo em terrenos baldios. Inclusive cabe aí ressaltar, quando aplicável, a responsabilidade por omissão por parte de agentes do poder executivo, legislativo, judiciário. 

Isso é uma contribuição inestimável e imensurável que a população e agentes públicos podem fazer para evitar impactos ao meio ambiente, denunciando esses crimes ambientais e garantindo assim a manutenção da sustentabilidade de nosso município.  o lixo é queimado ou depositado em terrenos baldios

Desenvolver cidades sustentáveis depende muito da população que nela habita. 

Se as pessoas tem rotinas sustentáveis e isso se torna um hábito coletivo da população, não é o governante ou qualquer outro órgão ambiental que vai fazer com que isso aconteça. É a população que faz isso acontecer. 

Quem limpa a sua casa? É você ou alguém aparece do nada e faz uma faxina?

Fica a dica e vamos lutar pela preservação do meio ambiente, da qualidade de vida e da sustentabilidade do nosso município para as gerações futuras.

Aplicativo Recicla Lelê já está disponível 
Baixe aqui e se inscreva agora:
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https://bit.ly/2I62pqp (Google)

App será fundamental para identificar os pontos nos quais a coleta seletiva poderá ser desenvolvida, independente da participação do poder público.

#reciclalele

*Prof. Luiz Henrique Lopes Vilas, Ph.D
Instituto Sustentavelmente - ReciclaLele

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Leia também:
Coluna do Professor Luiz Henrique L Vilas, PhD | Novas regras para transporte de resíduos em Minas Gerais


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